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16 de outubro de 2026

Economia

Nasdaq cai 2,15% e tem pior semana desde junho em Wall Street

Preocupações com investimentos em inteligência artificial pressionaram as ações de tecnologia; Dow Jones e S&P 500 também fecharam em baixa.

Nasdaq em imagem de arquivo
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Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Nasdaq recuou 2,15% e teve sua pior semana desde junho.
  • Dow Jones e S&P 500 também fecharam em queda.
  • Investidores acompanharam preocupações com IA e expectativas para os juros.

Wall Street fechou em queda nesta sexta-feira (16), com o Nasdaq recuando 2,15%, para 26.140,034 pontos, e registrando sua pior semana desde junho. As preocupações dos investidores com os investimentos em empresas de inteligência artificial (IA), especialmente no setor de tecnologia, pressionaram o índice. Dow Jones e S&P 500 também encerraram o pregão no vermelho.

Fechamento dos índices

O Dow Jones caiu 0,34%, aos 52.002,41 pontos. O S&P 500 recuou 1,09%, para 7.659,44 pontos, enquanto a queda do Nasdaq foi a mais acentuada entre os três principais índices. As perdas ocorreram em um pregão marcado pela preocupação com o financiamento da expansão de infraestrutura voltada à IA.

As ações da CoreWeave caíram 11,91% e fecharam a US$ 61,39. Investidores temem que a empresa esteja assumindo dívidas excessivas para bancar a expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial. A queda das ações da companhia se somou à pressão sobre as empresas de tecnologia ligadas ao setor.

O indicador de volatilidade VIX, conhecido como índice do medo, chegou a subir quase cinco pontos durante a tarde, alcançando 21,32. No encerramento, marcou 20,15 pontos, alta de 21,93% e maior nível desde 10 de junho, quando havia fechado em 22,22 pontos.

Juros também estiveram no radar

Além das dúvidas sobre os investimentos em IA, as expectativas para os juros dos Estados Unidos seguiram entre as preocupações do mercado. Os dados de inflação ao consumidor e ao produtor referentes a setembro ficaram acima do esperado.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou que o banco central reavaliará o cenário econômico em outubro e dezembro antes de tomar novas decisões. Durante um painel nas Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional, em Bangcoc, ele evitou antecipar o rumo dos juros e disse que não pré-julgaria as reuniões restantes de 2026.

A ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava, perto do fechamento, 82,8% de probabilidade de manutenção dos juros na decisão de 28 de outubro, na faixa entre 3,75% e 4% ao ano. Para dezembro, a probabilidade majoritária, de 86,1%, apontava para uma alta de pelo menos 0,25 ponto percentual.

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