Movida lucra R$ 152 milhões no 3º trimestre, alta de 117%
Receita líquida avançou 2,8% e dívida líquida chegou a R$ 17,5 bilhões entre julho e setembro de 2026.
Em resumo
- Movida teve lucro de R$ 152 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 117%.
- A receita líquida cresceu 2,8%, enquanto a venda de seminovos caiu 18,1% em volume.
- A dívida líquida subiu para R$ 17,5 bilhões, mas a alavancagem recuou para 2,56 vezes.
A Movida registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 3,870 bilhões, crescimento anual de 2,8%, enquanto o Ebitda consolidado avançou 21,4%, para R$ 1,795 bilhão.
Locação e seminovos
O volume de vendas diárias passou de 6,085 mil para 7,439 mil, aumento de 22%. A tarifa média de Rent-A-Car (RAC) subiu de R$ 159 para R$ 167, avanço de 5%. A empresa também captou 767 mil novos clientes nos 12 meses anteriores.
O CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, apontou a precificação dos serviços, o ganho de participação de mercado e o controle de custos como fatores associados ao crescimento. Segundo ele, a companhia começou a ampliar a manutenção feita em estrutura própria no início do ano. A iniciativa inclui centros de preparação de veículos seminovos e pontos de manutenção para o segmento RAC em shopping centers e supermercados.
Moscatelli afirmou que a empresa tinha 11 desses pontos e planejava superar 50 no ano seguinte. Na divisão de locação, a margem Ebitda foi de 74,2%, ante 72,6% no terceiro trimestre de 2025.
Já a operação de seminovos vendeu 20.051 veículos, queda de 18,1% na comparação anual. A receita líquida do segmento recuou 16,2%, para R$ 1,471 bilhão. Em relação ao trimestre anterior, porém, o número de carros vendidos ficou estável e a receita com as vendas cresceu 3,3%.
O executivo disse que a Movida ajusta o ritmo de venda de seminovos à sazonalidade da locação para buscar maior valor antes da revenda. Também afirmou que a empresa vem reduzindo há três anos o tíquete médio da frota, que está em torno de R$ 80 mil. De acordo com Moscatelli, 90% dos veículos da frota custam menos de R$ 90 mil.
Dívida e despesas financeiras
A dívida líquida atingiu R$ 17,5 bilhões, acima dos R$ 15,5 bilhões registrados um ano antes. O prazo médio da dívida passou de 3,2 para 4,2 anos, e o custo médio caiu de CDI mais 1,9% para CDI mais 1,8% ao ano. A relação entre dívida e Ebitda recuou de 2,74 para 2,56 vezes.
O resultado financeiro foi de R$ 900 milhões entre julho e setembro, alta de 13,3% ante o mesmo intervalo de 2025. Moscatelli atribuiu parte da pressão ao nível dos juros e à intensidade de capital necessária para a atividade da companhia. Segundo o CEO, os vencimentos da dívida estão distribuídos ao longo dos próximos anos, sem concentração em picos de pagamento.