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29 de outubro de 2026

Economia

CMPC recebe licença prévia para fábrica de R$ 27 bilhões no RS

Projeto em Barra do Ribeiro pode ser o maior investimento privado da história gaúcha e prevê capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose.

CMPC em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Fepam concedeu Licença Prévia para a fábrica da CMPC em Barra do Ribeiro.
  • O investimento previsto é de R$ 27 bilhões, com capacidade de 2,5 milhões de toneladas anuais.
  • Um terminal próprio no Porto do Rio Grande prevê investimento adicional de R$ 1,5 bilhão.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu, em 23 de outubro, Licença Prévia para o projeto da CMPC de construir uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O investimento estimado é de R$ 27 bilhões e, segundo o governo do Rio Grande do Sul, poderá ser o maior investimento privado já realizado no estado. A licença reconhece a viabilidade ambiental do empreendimento no local proposto, mas não autoriza o início das obras.

Etapas de licenciamento

Com a Licença Prévia, o projeto pode avançar para as próximas fases da aprovação ambiental. A etapa seguinte é a Licença de Instalação, que autoriza o começo das obras; depois, será necessária a Licença de Operação para que a unidade possa iniciar suas atividades. A concessão da licença, portanto, não significa que a construção já começou.

Batizado de Projeto Natureza, o empreendimento prevê uma nova unidade com capacidade estimada de produzir 2,5 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta. A fábrica atualmente mantida pela empresa em Guaíba, município vizinho, continuará em funcionamento, de acordo com as informações divulgadas sobre o projeto.

A previsão é de que o empreendimento gere 12 mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 6 mil na fase de operação. Os números são estimativas associadas ao projeto. A CMPC informou que a iniciativa integra sua estratégia de longo prazo, voltada aos negócios florestal, de celulose e de produtos de consumo, com foco em escala, eficiência e competitividade.

Terminal portuário

Para atender à expansão da produção, foi concedida à empresa uma área no Porto do Rio Grande para a implantação de um terminal portuário próprio. Esse empreendimento terá investimento previsto de R$ 1,5 bilhão.

O diretor-geral da CMPC Celulose Brasil, Antonio Lacerda, afirmou que a licença representa uma etapa importante e atribuiu o avanço ao trabalho de autoridades, instituições estaduais, comunidades e da companhia. Ele também disse que o Projeto Natureza é estratégico para a empresa e deverá contribuir para sua competitividade global.

A unidade planejada em Barra do Ribeiro ampliará a estrutura da companhia no Rio Grande do Sul, enquanto a fábrica de Guaíba permanece ativa. O projeto ainda precisa percorrer as etapas de licenciamento que autorizam a instalação e, posteriormente, a operação da nova fábrica.

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