Arrecadação federal bate recorde em setembro e soma R$ 2,35 trilhões
Receita chegou a R$ 239,4 bilhões no mês, alta real de 5,62% em um ano; acumulado até setembro avançou 6,97% acima da inflação.
Em resumo
- Receita federal de setembro foi de R$ 239,38 bilhões, recorde para o mês.
- Acumulado nominal chegou a cerca de R$ 2,35 trilhões até setembro.
- Petróleo e gás tiveram alta de 510,60% na arrecadação do período.
A arrecadação federal somou R$ 239,38 bilhões em setembro de 2026, o maior valor já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995. O resultado representa alta real de 5,62% em relação a setembro de 2025. De janeiro a setembro, as receitas federais chegaram a cerca de R$ 2,35 trilhões, com crescimento real de 6,97%, segundo dados divulgados pela Receita Federal em 22 de outubro.
A comparação real desconta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores nominais, sem correção de preços, o avanço de setembro foi de 10,45% na comparação anual. Para o acumulado do ano, o crescimento nominal foi de 11,68%. Os números totais aparecem arredondados em algumas divulgações: o montante corrigido pelo IPCA foi apresentado como R$ 2,38 trilhões, enquanto o valor nominal ficou em aproximadamente R$ 2,35 trilhões.
Receitas administradas pela Receita
As receitas administradas diretamente pela Receita Federal somaram R$ 231,43 bilhões em setembro, alta real de 5,03%. Outros órgãos federais recolheram R$ 7,96 bilhões, aumento real de 26,31%. No acumulado de janeiro a setembro, a receita administrada pelo Fisco alcançou R$ 2,25 trilhões, com crescimento real de 6,89%.
A Receita atribuiu o desempenho do mês ao comportamento dos indicadores econômicos, à elevação da contribuição previdenciária associada ao aumento real da massa salarial e à redução da desoneração da folha. O órgão também apontou a influência de receitas relacionadas à Cide sobre remessas ao exterior e ao Imposto de Exportação, além do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre ganhos de capital.
Destaques do acumulado
Entre janeiro e setembro, a receita previdenciária foi de R$ 575,93 bilhões, crescimento real de 5,16%. A arrecadação conjunta de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) chegou a R$ 444,24 bilhões, alta de 5,76%. Já PIS/Pasep e Cofins somaram R$ 466,56 bilhões, avanço de 4,10%.
O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 75,75 bilhões no período, crescimento real de 19,49%. A Receita também destacou o desempenho da extração de petróleo e gás: a arrecadação do setor alcançou R$ 106,05 bilhões, alta real de 510,60% ante os nove primeiros meses de 2025. Segundo o órgão, o resultado foi influenciado pelo Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo.