Terremotos de 7,7 e 6,6 atingem o Panamá e danificam prédios
Abalos provocaram interrupções de serviços, feridos e evacuações; alerta de tsunami foi retirado e o Canal do Panamá seguiu operando.
Em resumo
- Abalos de magnitudes 7,7 e 6,6 atingiram o Panamá.
- Danos e interrupções de serviços foram registrados em várias regiões.
- O alerta de tsunami foi retirado e o canal seguiu operando.
O primeiro tremor ocorreu às 14h56, no horário de Brasília, no sul do país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro perto da comunidade rural de La Pitaloza, na província de Herrera, a cerca de 12 quilômetros de profundidade.
O Sistema Nacional de Proteção Civil do Panamá informou que não havia mortes confirmadas, mas pessoas feridas foram encaminhadas a hospitais. Coclé, Veraguas e Los Santos estavam entre as províncias mais afetadas.
Danos e serviços interrompidos
Moradores saíram de edifícios na Cidade do Panamá e se reuniram em espaços abertos. No interior do país, foram registrados danos em imóveis. Também houve registros de casas rachadas na província de Herrera.
A concessionária Naturgy informou que faltou energia em seis províncias. O Aeroporto Internacional de Tocumen suspendeu voos ou fechou temporariamente por precaução, e o metrô da capital interrompeu o serviço. Escolas suspenderam as aulas em todo o país, enquanto o trânsito ficou congestionado na Cidade do Panamá. Na cidade de Colón, um incêndio atingiu instalações portuárias.
Apesar dos impactos, a Autoridade do Canal do Panamá informou que a hidrovia continuava operando normalmente.
Réplicas e alerta de tsunami
As autoridades registraram tremores secundários após o primeiro terremoto. Os balanços divulgados contabilizaram ao menos seis réplicas em um registro e mais de uma dúzia em outro. Um abalo de magnitude 5,5 também foi registrado na localidade de Bajo Corral, cerca de meia hora depois do tremor inicial, segundo o USGS.
O abalo levou à emissão de alertas de tsunami para áreas da costa do Pacífico. O diretor do instituto de geociências do Panamá, Nestor Luque, atribuiu o terremoto ao Sistema de Falhas de Azuero-Sona e afirmou que a região acumulava tensão. O USGS estimou que as perdas econômicas poderiam representar de 1% a 10% do produto interno bruto panamenho.