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15 de outubro de 2026

Agro

Boi gordo sobe mais que carne no atacado em São Paulo

Oferta limitada de animais e dificuldade dos frigoríficos para completar escalas sustentam a arroba na parcial de outubro, segundo o Cepea.

Imagem ilustrativa: Bovinos em confinamento ou em área de manejo, em fotografia ilustrativa da pecuária de corte
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A arroba subiu mais que a carne no atacado da Grande São Paulo.
  • Oferta restrita e escalas difíceis sustentam as cotações do boi.
  • Demanda no atacado e oferta de animais devem influenciar os próximos preços.

A arroba do boi gordo avançou mais do que os preços da carne bovina no atacado da Grande São Paulo na parcial de outubro, reduzindo a diferença entre as duas referências. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita de animais prontos para abate sustenta as cotações do gado no mercado físico paulista. A continuidade das altas dependerá da disponibilidade de boiadas e da demanda pela carne.

Oferta limitada pressiona as escalas

A dificuldade dos frigoríficos para completar suas escalas de abate mantém a procura por novos animais e favorece reajustes no preço da arroba. De acordo com o Cepea, a disponibilidade limitada de bovinos terminados permanece entre os principais fatores de sustentação das cotações em São Paulo.

Enquanto o boi gordo sobe com maior intensidade, a valorização da carne no atacado ocorre em ritmo menor. Com isso, os preços dos dois elos da cadeia se aproximaram no período. A evolução das escalas dos frigoríficos e a oferta de animais nas próximas semanas devem influenciar os negócios.

A diferença entre o valor do animal e o da carne, porém, não permite concluir, por si só, que a margem dos frigoríficos diminuiu. O Cepea ressalta que essa avaliação também depende do rendimento de carcaça, dos custos operacionais e das receitas obtidas com outros produtos do abate.

Demanda será decisiva para os próximos preços

A capacidade do atacado de absorver a carne bovina é outro fator que deve orientar as cotações. Segundo o Cepea, a demanda típica do último trimestre pode dar sustentação ao mercado, mas a continuidade das altas também dependerá da oferta de animais para abate.

Para pecuaristas e frigoríficos, os pontos a acompanhar incluem a disponibilidade de boiadas, a duração das escalas de abate e o ritmo de comercialização da carne.

A análise do centro de estudos se refere à parcial de outubro e ao mercado de São Paulo. A comparação entre as cotações do boi gordo e da carne ajuda a observar a relação entre as etapas da cadeia pecuária, mas precisa ser considerada junto com os demais indicadores da atividade industrial.

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