Starlink recebe aval da FCC para lançar 15 mil satélites
A nova constelação Starlink Mobile poderá oferecer internet, ligações e streaming sem depender de infraestrutura terrestre.
Em resumo
- A FCC autorizou o lançamento de 15 mil satélites para o Starlink Mobile.
- A primeira leva deve chegar à órbita a partir de 2027.
- A expansão também desperta preocupações sobre lixo espacial e observação astronômica.
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) aprovou, na terça-feira (6), o lançamento de 15 mil satélites da Starlink voltados a serviços de telefonia móvel. A autorização abre caminho para a criação da constelação Starlink Mobile, pela qual a empresa da SpaceX pretende oferecer internet de banda larga, ligações nativas e acesso a serviços de streaming diretamente a dispositivos, sem depender de infraestrutura terrestre.
Serviço móvel via satélite
Com a nova autorização, a Starlink poderá disputar clientes nos Estados Unidos com operadoras como AT&T, Verizon e T-Mobile. A modalidade, conhecida como direct-to-device, pretende conectar aparelhos diretamente aos satélites. A proposta é levar cobertura a áreas sem sinal de redes terrestres e alcançar velocidades comparáveis às oferecidas pelas principais operadoras do país.
A primeira leva de satélites da nova constelação está prevista para entrar em órbita a partir de 2027. A autorização estabelece que ao menos metade das 15 mil unidades seja lançada até 2032.
Expansão também prevê internet de banda larga
A aprovação para o Starlink Mobile é distinta de outra autorização, publicada em janeiro, para satélites de segunda geração destinados à banda larga. Somadas, as duas frentes dão à SpaceX permissão para lançar 30 mil unidades, além da frota já em operação.
A frota existente é estimada em cerca de 24,5 mil satélites, incluindo modelos de primeira geração e 13 mil dispositivos enviados no início de outubro. A expansão busca ampliar tanto os serviços tradicionais de internet quanto a oferta de conexão móvel.
O crescimento da constelação também é acompanhado por preocupações de astrônomos. Entre os pontos citados estão possíveis interferências na observação do céu, o aumento do lixo espacial e a reentrada de objetos na atmosfera.
No Brasil, a Starlink superou a TIM na banda larga fixa, segundo balanço da Anatel citado na reportagem: em agosto, a empresa registrou 65 mil novos acessos. Esse dado se refere ao serviço de internet fixa e não à nova operação móvel aprovada nos Estados Unidos.