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11 de outubro de 2026

Economia

Risco-país do Brasil cai ao menor nível desde 2020

CDS de cinco anos recuou a 110 pontos em 9 de outubro, após o primeiro turno das eleições presidenciais.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • O CDS de cinco anos do Brasil caiu a 110 pontos em 9 de outubro.
  • Bolsa e real avançaram após o primeiro turno das eleições.
  • A continuidade da melhora depende de ajuste fiscal e controle da dívida.

O risco-país do Brasil caiu ao menor nível desde fevereiro de 2020 após o primeiro turno das eleições presidenciais. Na sexta-feira, 9 de outubro, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos recuou a 110 pontos. A melhora ocorreu em meio à reação dos mercados ao resultado eleitoral de 4 de outubro e à perspectiva de mudanças na condução econômica a partir de 2027.

A liderança de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e a formação de um Congresso de perfil conservador foram associadas ao alívio na percepção de risco. A expectativa de uma política econômica mais liberal contribuiu para a valorização de ativos, mas não representa, por si só, uma mudança já efetivada nas contas públicas.

Reação dos mercados

Na semana seguinte ao pleito, o Ibovespa acumulou alta de 9,29%, chegando a 209.967 pontos. No mesmo período, o dólar comercial recuou 4,43%, de R$ 5,22 para R$ 4,98. O CDS brasileiro se aproximou do patamar do México, de 94 pontos, embora o Brasil ainda permaneça na categoria especulativa, enquanto o país vizinho tem grau de investimento pelas três maiores agências de classificação de risco.

A queda das taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2032 também acompanhou o movimento. Entre 2 e 9 de outubro, elas passaram de mais de 14% ao ano para 12,31%.

Ajuste fiscal no centro das expectativas

A melhora das expectativas está ligada à possibilidade de aprovação de reformas e de controle das despesas. Entre as propostas em discussão estão substituir o arcabouço fiscal por um limite relacionado à dívida pública e ao Produto Interno Bruto (PIB), além de um ajuste primário estimado entre R$ 190 bilhões e R$ 250 bilhões.

A dívida pública chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, ante 71,7% em janeiro de 2023.

O BTG Pactual apontou que a redução da fragmentação partidária na Câmara pode diminuir o custo de articulação política.

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