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30 de outubro de 2026

Economia

IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, pressionado por alimentos

Prévia da inflação desacelerou ante setembro, mas acumulou alta de 4,62% em 12 meses, acima do teto da meta.

Imagem ilustrativa: Consumidor diante de hortifrúti e preços em um supermercado
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • IPCA-15 avançou 0,32% em outubro, ante 0,70% em setembro.
  • Alimentação e bebidas teve a maior alta e impacto no índice.
  • Acumulado em 12 meses chegou a 4,62%, acima do teto de 4,5%.

O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, abaixo da alta de 0,70% registrada em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). A principal pressão veio de Alimentação e bebidas, enquanto a queda em Habitação ajudou a conter o avanço mensal. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 4,62%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação.

Alimentos lideram as altas

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram aumento no mês. Alimentação e bebidas registrou a maior variação, de 0,88%, e contribuiu com 0,19 ponto percentual para o índice. A alimentação no domicílio avançou 1,01%, ante 0,38% em setembro.

Entre os itens que encareceram, o tomate subiu 24,54%, a cebola teve alta de 13,63%, a batata-inglesa aumentou 10,96% e o arroz, 5,80%. Na direção oposta, a cenoura caiu 10,67%, as frutas recuaram 1,37% e o café moído teve queda de 1,16%.

A alimentação fora de casa também acelerou: passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro. Nesse grupo, a refeição avançou de 0,38% para 0,61%, e o lanche, de 0,44% para 0,66%.

Despesas pessoais subiu 0,55%, com pressões de cinema, teatro e concertos (4,30%), pacote turístico (2,18%) e empregado doméstico (0,62%). Em Transportes, a alta foi de 0,05%. Os combustíveis aceleraram de 0,22% para 1,20%: o diesel aumentou 3,70%, o etanol, 2,73%, e a gasolina, 0,92%. As passagens aéreas caíram 9,24% e tiveram o maior impacto negativo individual no índice, de 0,08 ponto percentual.

Habitação recua e acumulado sobe

Habitação foi o único grupo com queda, de 0,10%, após alta de 2,07% em setembro. A energia elétrica residencial recuou 0,89%, depois de ter subido 7,42% no mês anterior. Segundo os dados do IBGE, o movimento refletiu a mudança da bandeira tarifária amarela, que tinha cobrança adicional, para a verde, sem custo extra na conta de luz.

Apesar da desaceleração mensal, o acumulado em 12 meses passou de 4,47% para 4,62%. No ano, o IPCA-15 registra alta de 4,15%. O indicador considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e coleta preços em 11 áreas, entre regiões metropolitanas, Brasília e Goiânia. A próxima divulgação está prevista para 26 de novembro.

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