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30 de outubro de 2026

Economia

Desemprego no Brasil fica em 5,2%, menor nível para setembro desde

Pnad Contínua do IBGE aponta 5,6 milhões de desocupados e recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em setembro de 2026.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Desemprego foi de 5,2%, menor taxa para o período desde 2012.
  • População ocupada atingiu recorde de 103,6 milhões de pessoas.
  • Informalidade ficou em 37,5%, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, o menor patamar para esse período desde o início da série histórica, em 2012. O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 30 de outubro, corresponde a 5,6 milhões de pessoas desocupadas no país.

O índice recuou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, ante 5,6%. O total de desocupados diminuiu 4% no trimestre — menos 234 mil pessoas — e 6,9% em um ano, redução de 417 mil.

Ocupação e carteira assinada

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior número da série iniciada em 2012. O total cresceu 0,6% no trimestre, ou 581 mil pessoas, e 1,2% em um ano, acréscimo de 1,2 milhão. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, foi de 59%, avanço de 0,2 ponto percentual no trimestre.

O contingente de empregados do setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, ficou em 39,4 milhões e não apresentou variação significativa no trimestre ou no ano. Também ficaram estáveis nesses intervalos os números de empregados privados sem carteira, de trabalhadores por conta própria e de trabalhadores domésticos: 13,7 milhões, 26,1 milhões e 5,4 milhões, respectivamente.

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual teve leve alta ante os 37,4% registrados no trimestre anterior. Já o número de empregadores atingiu 4,5 milhões, recorde da série, com crescimento de 4,3% no trimestre e 6,4% no ano.

Renda e outros indicadores

O rendimento real habitual médio foi de R$ 3.790. O valor ficou estável frente ao trimestre anterior e aumentou 3,6% na comparação anual. A massa de rendimento real habitual somou R$ 387,5 bilhões, alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% em um ano.

O número de pessoas desalentadas — que desistiram de procurar trabalho — chegou a 2,5 milhões. Houve aumento de 7,5% no trimestre e queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre as atividades econômicas, a construção teve alta de 2,8% na ocupação no trimestre, com mais 210 mil pessoas. O emprego no setor público chegou a 13,2 milhões, recorde, permaneceu estável no trimestre e cresceu 2,5% em um ano, aumento de 317 mil pessoas.

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