FMI eleva previsão de crescimento global para 3,1% em 2026
Relatório aponta que a IA ajuda a compensar o choque nos preços de energia, mas seus benefícios e o crescimento seguem concentrados em poucos países.
Em resumo
- FMI elevou a previsão de crescimento global em 2026 de 3% para 3,1%.
- A IA ajuda a sustentar a atividade, mas os ganhos se concentram em poucos países.
- Alta do petróleo deve levar a inflação global a 4,7% neste ano.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a projeção de crescimento da economia mundial em 2026. A atualização foi divulgada nesta terça-feira, 13, durante os encontros anuais do organismo e do Banco Mundial em Bangkok, na Tailândia. O relatório atribui parte da sustentação da atividade ao avanço da inteligência artificial (IA), mas ressalta que os ganhos estão concentrados em determinados países.
Crescimento concentrado
De acordo com o relatório Perspectivas Econômicas Mundiais, 32 países respondem atualmente por 95% da expansão econômica global. Em abril, eram 54 países. O documento relaciona essa redistribuição do crescimento à exposição desigual dos países ao choque de oferta provocado pela guerra e à força da demanda associada à IA.
A diretora do departamento de pesquisa da instituição, Silvana Tenreyro, afirmou em Bangkok que as perspectivas são desiguais. O organismo também avalia que o impulso da IA compensa parte dos efeitos negativos da alta nos preços do petróleo e do gás.
Energia pressiona inflação
O FMI prevê que o petróleo suba quase 41% neste ano, alcançando preço médio de US$ 96 por barril. A inflação global deve chegar a 4,7% em 2026, acima dos 4,1% registrados em 2025.
Para as economias avançadas, a estimativa é de expansão de 2,1% neste ano, ante 2% em 2025, seguida de desaceleração para 1,9% em 2027. Nos Estados Unidos, o crescimento deve ficar em 2,3% tanto em 2026 quanto em 2027.
As economias emergentes e em desenvolvimento mais vulneráveis aos preços de energia devem crescer 3,7% em 2026, abaixo dos 4,5% do ano passado. Para 2027, o FMI projeta recuperação para 4,4%.
O relatório também aponta o endividamento crescente como risco à estabilidade financeira. Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, pediu na semana anterior que países ricos e pobres reforcem os esforços para melhorar suas finanças públicas.
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- FMI estima que IA pode afetar 40% dos empregos
- FMI eleva previsão de crescimento global para 3,1% em 2026 (esta matéria)