Homem morre após 24 disparos de PMs na Zona Norte de SP
Caso ocorreu em 3 de outubro, na Vila Dionísia; DHPP e Corregedoria da PM apuram a abordagem e os policiais foram afastados preventivamente.
Em resumo
- Homem de 40 anos morreu após ser atingido por 24 disparos na Vila Dionísia.
- A SSP afirma que os policiais tentaram conter o homem com dispositivos de eletrochoque antes de atirar.
- DHPP e Corregedoria da PM apuram o caso; os agentes foram afastados preventivamente.
Um homem de 40 anos morreu após ser atingido por 24 disparos de arma de fogo feitos por policiais militares durante uma abordagem na madrugada de 3 de outubro, na Vila Dionísia, Zona Norte de São Paulo. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e também é alvo de um inquérito policial militar.
Versão da ocorrência
Segundo a SSP, o homem avançou em direção aos três policiais. Os agentes tentaram contê-lo com dispositivos de eletrochoque, sem sucesso, e depois fizeram disparos de arma de fogo. A vítima foi socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Peri 3, mas morreu em consequência dos ferimentos.
Imagens registradas no local mostram a vítima sendo atingida por um dispositivo de eletrochoque e caindo no asfalto. Ela aparenta permanecer imóvel antes de os policiais começarem a disparar. Outros registros mostram diversos tiros. A sequência e as circunstâncias da abordagem estão entre os elementos que serão examinados na apuração.
Perícias e investigações
A SSP informou que as armas dos policiais foram apreendidas para perícia e que as imagens das câmeras corporais foram solicitadas para análise. Também foram requisitados ao Instituto Médico Legal (IML) exames necroscópico e toxicológico.
O Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim) esteve no endereço e recolheu 24 munições de calibre .40, um fragmento de projétil, três cartuchos de arma de eletrochoque, um garfo danificado e uma faca. Os itens serão submetidos a exames periciais e confrontados com os demais dados reunidos durante a investigação. A apreensão de munições não equivale, por si só, à confirmação do número de disparos efetuados por cada agente.
O DHPP instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte e avaliar a legalidade da atuação policial. Paralelamente, foi aberto um Inquérito Policial Militar, acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. Os policiais envolvidos foram afastados preventivamente das atividades operacionais.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém compromisso com a transparência e com a apuração rigorosa das circunstâncias da ocorrência. A SSP declarou que o caso está sendo apurado pelos órgãos competentes.