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12 de outubro de 2026

Ciência

Antártida tinha florestas e incêndios há cerca de 90 milhões de anos

Carvão fóssil encontrado em sedimentos do fundo do mar de Amundsen preservou marcas de incêndios recorrentes no Cretáceo.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Carvão fóssil preservou marcas de incêndios na Antártida antiga.
  • As queimadas ocorreram em florestas úmidas há cerca de 90 milhões de anos.
  • Os sedimentos com vestígios foram coletados no fundo do mar de Amundsen.

Marcas preservadas em carvão enterrado indicam que incêndios atingiram florestas da Antártida há cerca de 90 milhões de anos, quando a região abrigava áreas florestais úmidas e passava meses sem luz solar. Os vestígios foram identificados em sedimentos do Cretáceo coletados no fundo do mar de Amundsen, segundo uma pesquisa sobre o carvão fóssil da região.

A análise apontou a ocorrência de incêndios recorrentes e de baixa intensidade em florestas próximas ao polo sul. O carvão preservado nos sedimentos funciona como registro desses episódios em um ambiente muito diferente da paisagem antártica atual. A pesquisa relaciona os vestígios à presença de vegetação florestal no continente durante aquele período.

Vestígios preservados no fundo do mar

Os sedimentos analisados foram retirados do fundo do mar de Amundsen e pertencem ao período Cretáceo. Neles, o carvão guardou marcas associadas a incêndios que ocorreram em áreas florestadas. A descoberta permite identificar a existência de fogo nessas florestas antigas mesmo muito tempo depois de sua ocorrência.

O material descrito indica que os incêndios não foram um episódio isolado: a pesquisa encontrou sinais de ocorrências repetidas. A caracterização divulgada aponta que eram queimadas de baixa intensidade, sem afirmar que tenham destruído grandes áreas. As marcas, portanto, registram fogo recorrente, mas não permitem concluir, a partir das informações apresentadas, a extensão de cada ocorrência.

Meses sem luz solar

Há aproximadamente 90 milhões de anos, a Antártida tinha florestas úmidas e enfrentava meses inteiros sem luz solar. A pesquisa situa os incêndios nesse contexto e destaca que a vegetação florestal existia apesar da localização próxima ao polo sul e dos longos períodos de escuridão.

O registro de carvão fóssil acrescenta evidências sobre o ambiente antártico no Cretáceo: além das florestas, havia episódios de fogo que deixaram marcas preservadas no sedimento marinho. O achado se refere a condições de milhões de anos atrás e não descreve incêndios atuais no continente. Os vestígios examinados estavam enterrados nos sedimentos do fundo do mar de Amundsen.

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