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02 de novembro de 2026

Brasil

Rio Paraguai fica avermelhado após barcaça com minério afundar

Acidente ocorreu no Porto Gregório Curvo, em Corumbá; Ibama e Imasul monitoram a água e a Marinha investiga as causas.

Rio Paraguai em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Barcaça com minério afundou no Porto Gregório Curvo, em Corumbá.
  • Imasul e Ibama acompanham a qualidade da água e possíveis impactos.
  • A Marinha investiga as causas; ninguém ficou ferido.

Um vídeo feito cerca de duas horas depois do acidente registrou uma mancha próxima à embarcação. Os relatos divergem quanto à data: um situa o naufrágio em 31 de outubro, e outro em 1º de novembro de 2026.

Os tripulantes pularam na água enquanto a barcaça afundava. Ninguém ficou ferido, segundo a Marinha do Brasil. Na tarde daquele sábado, a água já não apresentava a coloração avermelhada observada nas imagens.

Monitoramento da água

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que acompanha a situação e realiza coletas de amostras e medições no rio.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alertou para a necessidade de avaliar a qualidade da água e possíveis efeitos sobre a vida aquática. Segundo o órgão, partículas de minério podem ter se espalhado pela água ou se depositado no fundo, com risco de alteração da qualidade e impacto sobre peixes, ovos, larvas e espécies que vivem no leito.

A presença de minério, por si só, não confirma contaminação. A avaliação depende das condições ambientais e de análises que identifiquem a quantidade e o tipo de material, além de parâmetros como transparência, partículas em suspensão, oxigênio e concentração de metais. O Ibama também recomendou verificar se houve vazamento de combustível ou óleo da embarcação.

Ainda não é possível determinar a extensão de eventuais danos ambientais. O órgão afirma que serão necessárias análises da água e informações dos responsáveis pela barcaça e pelo porto. A retirada da embarcação e da carga também deverá ser acompanhada para evitar que minério depositado no fundo volte a se espalhar.

Investigação do naufrágio

A Marinha abriu investigação para apurar as causas do afundamento. A Capitania Fluvial do Pantanal reunirá depoimentos, documentos e outras informações. Até o momento, as causas e os responsáveis pelo acidente não foram identificados.

A empresa explora minério de ferro e manganês na região de Corumbá e Ladário. Caso danos ambientais sejam confirmados, os responsáveis poderão ser obrigados a recuperar as áreas afetadas.

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