Rio Paraguai fica avermelhado após barcaça com minério afundar
Acidente ocorreu no Porto Gregório Curvo, em Corumbá; Ibama e Imasul monitoram a água e a Marinha investiga as causas.
Em resumo
- Barcaça com minério afundou no Porto Gregório Curvo, em Corumbá.
- Imasul e Ibama acompanham a qualidade da água e possíveis impactos.
- A Marinha investiga as causas; ninguém ficou ferido.
Um vídeo feito cerca de duas horas depois do acidente registrou uma mancha próxima à embarcação. Os relatos divergem quanto à data: um situa o naufrágio em 31 de outubro, e outro em 1º de novembro de 2026.
Os tripulantes pularam na água enquanto a barcaça afundava. Ninguém ficou ferido, segundo a Marinha do Brasil. Na tarde daquele sábado, a água já não apresentava a coloração avermelhada observada nas imagens.
Monitoramento da água
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informou que acompanha a situação e realiza coletas de amostras e medições no rio.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) alertou para a necessidade de avaliar a qualidade da água e possíveis efeitos sobre a vida aquática. Segundo o órgão, partículas de minério podem ter se espalhado pela água ou se depositado no fundo, com risco de alteração da qualidade e impacto sobre peixes, ovos, larvas e espécies que vivem no leito.
A presença de minério, por si só, não confirma contaminação. A avaliação depende das condições ambientais e de análises que identifiquem a quantidade e o tipo de material, além de parâmetros como transparência, partículas em suspensão, oxigênio e concentração de metais. O Ibama também recomendou verificar se houve vazamento de combustível ou óleo da embarcação.
Ainda não é possível determinar a extensão de eventuais danos ambientais. O órgão afirma que serão necessárias análises da água e informações dos responsáveis pela barcaça e pelo porto. A retirada da embarcação e da carga também deverá ser acompanhada para evitar que minério depositado no fundo volte a se espalhar.
Investigação do naufrágio
A Marinha abriu investigação para apurar as causas do afundamento. A Capitania Fluvial do Pantanal reunirá depoimentos, documentos e outras informações. Até o momento, as causas e os responsáveis pelo acidente não foram identificados.
A empresa explora minério de ferro e manganês na região de Corumbá e Ladário. Caso danos ambientais sejam confirmados, os responsáveis poderão ser obrigados a recuperar as áreas afetadas.