Ucrânia: ataque hacker exibe falsos alertas nucleares em Kiev
Aplicativo de alertas também indicou risco químico e confrontos nas ruas; autoridades disseram que não havia ameaça radiológica.
Em resumo
- O aplicativo ucraniano exibiu alertas falsos de risco nuclear e químico.
- A Força Aérea atribuiu o episódio a uma invasão hacker.
- O ministério informou que outros alertas e sirenes continuavam funcionando.
O aplicativo público de alertas de ataques aéreos da Ucrânia foi invadido e exibiu notificações falsas de risco nuclear e químico em Kiev e outras áreas, além de avisos sobre confrontos nas ruas. A Força Aérea ucraniana informou que a ferramenta sofreu uma ação hacker; autoridades afirmaram que não havia ameaça radiológica e pediram calma à população.
Alertas falsos nos celulares
Segundo a ferramenta pública ucraniana, as notificações chegaram a moradores de Kiev por volta das 22h50 no horário local, ou 17h50 no Brasil. Os avisos recomendavam que as pessoas não saíssem de casa. Capturas de tela das mensagens foram publicadas por moradores nas redes sociais; um deles relatou que recebeu o alerta em russo.
Entre as informações falsas exibidas, havia uma mensagem de que o míssil hipersônico russo Oreshnik teria sido implantado. A Força Aérea também informou que o aplicativo mostrou alertas nucleares e químicos em Kiev e em outras áreas do país.
Há divergência nas datas apresentadas nos relatos: a Força Aérea foi citada como tendo informado a invasão no domingo, dia 31, enquanto os alertas recebidos por moradores foram situados no domingo, dia 1º. As informações disponíveis não esclarecem essa diferença.
Aplicativo ficou fora do ar
A Administração Militar de Kiev afirmou, em uma mensagem no Telegram, que o aplicativo provavelmente havia sofrido uma ação de influência inimiga. A Força Aérea disse que a ferramenta foi hackeada e pediu que a população acompanhasse as atualizações divulgadas por seu canal.
O Ministério da Transformação Digital da Ucrânia informou que o aplicativo não estava funcionando após o episódio. Segundo o ministério, outros meios de alerta ao público continuavam operando, assim como as sirenes de ataque aéreo.
A anomalia desapareceu posteriormente, de acordo com a Força Aérea. A Administração Militar de Kiev e a Força Aérea negaram a existência de ameaça radiológica, enquanto o ministério indicou que os demais canais de alerta permaneciam disponíveis.