Zé Trovão disputará presidência da Câmara se PL não indicar nome
Deputado condiciona candidatura à decisão do partido; eleição está prevista para fevereiro de 2027 e PL ainda não escolheu representante.
Em resumo
- Zé Trovão disputará a Presidência da Câmara se o PL não apresentar candidato competitivo.
- A eleição está prevista para fevereiro de 2027, e o PL ainda não escolheu seu representante.
- Hugo Motta tem apoio declarado de partidos que somarão 338 deputados.
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou em 1º de novembro que pretende disputar a Presidência da Câmara dos Deputados em 2027 caso o Partido Liberal não apresente um candidato competitivo. A eleição está prevista para fevereiro do próximo ano.
Em nota, o parlamentar declarou que não apoiará Motta nem Davi Alcolumbre em troca de cargos ou acordos políticos. A manifestação ocorre enquanto partidos articulam apoio para a disputa pelo comando da Câmara, e o PL ainda não definiu quem será seu candidato.
PL deve discutir candidatura
A bancada do partido deve tratar da escolha em reunião marcada para quarta-feira, 4 de novembro. O deputado afirmou que a direita deve assumir a responsabilidade de disputar a Presidência da Casa e manter compromissos apresentados durante a campanha eleitoral.
Em sua nota, defendeu liberdade, família e Constituição e afirmou que continuará trabalhando pela liberdade de Bolsonaro e dos presos, dentro dos caminhos legais e constitucionais.
Apoios e votos necessários
Hugo Motta já tem apoio declarado de partidos que somarão 338 deputados na próxima legislatura. A aliança reúne siglas do Centrão e da esquerda. Para vencer a eleição, um candidato precisa obter ao menos 257 votos.
O PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, mas ainda não anunciou quem disputará o comando da Casa.
Ao manifestar sua posição, o deputado rejeitou que seu apoio a Hugo Motta ou a Davi Alcolumbre seja negociado em troca de cargos ou conveniências políticas. Ele também afirmou que há temas relevantes em jogo na eleição, entre eles a situação de Bolsonaro e dos presos pelos atos de 8 de janeiro. A reunião da bancada do PL marcada para 4 de novembro poderá definir os próximos passos do partido na disputa.