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02 de novembro de 2026

Brasil

Baleias-jubarte chegam a 35 mil e turismo ajuda na conservação

Estimativa de 2022 aponta recuperação da espécie; passeios em Abrolhos geram renda e seguem regras para reduzir impactos sobre os animais.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A estimativa de 2022 aponta cerca de 35 mil baleias-jubarte no Brasil.
  • O turismo de observação gera renda e amplia a atividade na temporada de inverno.
  • Regras limitam a aproximação dos barcos e proíbem perseguição e toque nos animais.

A população de baleias-jubarte no Brasil passou de menos de 2 mil indivíduos no início dos anos 1990 para cerca de 35 mil, segundo a estimativa mais recente do Instituto Baleia Jubarte, feita em 2022. Na região de Abrolhos, no sul da Bahia, o turismo de observação se tornou fonte de renda para trabalhadores e, de acordo com o diretor-executivo do instituto, Eduardo Camargo, ajuda a valorizar a baleia viva e a estimular sua proteção.

Paulo Salomão, piloto de embarcações em Caravelas, começou a levar turistas a Abrolhos depois que a criação do parque marinho e as regras de proteção ambiental restringiram a pesca na área. Atualmente, ele tem quatro embarcações, uma delas com camas para 50 pessoas, e emprega dez trabalhadores. Salomão relata que a procura por passeios aumentou com a temporada das jubartes: agosto, mês de pico, já supera os três meses de verão em movimento de visitantes.

As baleias percorrem cerca de 4 mil quilômetros desde a Antártica até as águas mais quentes do arquipélago, onde acasalam e têm filhotes. Segundo Salomão, a temporada de observação ampliou o período de atividade de quem trabalha com turismo na região e trouxe circulação adicional de dinheiro para o município. Outros moradores também passaram a atuar como marinheiros e em serviços ligados aos passeios.

Recuperação e regras de observação

A proibição da caça de baleias no Brasil, decretada em 1987, a criação do Parque Marinho dos Abrolhos, em 1983, e a atuação de grupos ambientais voltados à pesquisa e à conservação estão entre os fatores associados à recuperação da espécie. O Instituto Baleia Jubarte surgiu como projeto em 1988 e foi formalizado como instituição em 1996, com apoio da Petrobras, principal financiadora de suas atividades.

Camargo afirma que o turismo pode conciliar conservação e atividade econômica, desde que seja realizado sem prejudicar o ciclo de vida dos animais.

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