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29 de outubro de 2026

Agro

USDA estima safra brasileira de soja em 184 milhões de toneladas

Projeção para 2026/27 fica abaixo da estimativa oficial do órgão; área plantada deve chegar a 49,7 milhões de hectares.

Imagem ilustrativa: Lavoura de soja no Brasil durante o período de plantio ou colheita
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Adido do USDA projeta produção de 184 milhões de toneladas de soja.
  • A área plantada deve chegar a 49,7 milhões de hectares.
  • Clima, juros e custos de produção influenciam as perspectivas do setor.

A previsão não oficial representa alta de quase 2% ante as 180,5 milhões de toneladas estimadas para a temporada anterior e, se confirmada, será o terceiro recorde consecutivo da cultura no país.

A estimativa do adido fica abaixo da projeção oficial do USDA, de 186 milhões de toneladas. O relatório também prevê exportações brasileiras de soja de 117,5 milhões de toneladas em 2026/27, aumento de 2,1% em relação à temporada anterior, mas ligeiramente inferior à previsão oficial do órgão, de 118 milhões.

Área plantada e custos

A área de cultivo foi revisada para 49,7 milhões de hectares. O número representa crescimento de 1,4% em comparação com os 49 milhões de hectares projetados para 2025/26, mas está abaixo da expansão média anual de 4,2% registrada nos últimos cinco anos.

De acordo com o relatório, produtores adotam uma postura mais cautelosa diante da volatilidade climática, dos juros elevados e dos custos de produção. As incertezas também podem afetar o calendário da colheita e limitar a abertura de novas áreas.

O MATOPIBA, região que reúne partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve concentrar a maior parcela da expansão. O relatório aponta a disponibilidade de terras adequadas e as perspectivas de melhoria da infraestrutura de transporte como fatores favoráveis ao avanço da atividade. Entre os projetos citados está a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), planejada para ligar o Porto de Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, onde se conectaria à Ferrovia Norte-Sul. A extensão prevista é de aproximadamente 1.527 quilômetros, com o objetivo de ampliar o transporte de cargas e reduzir custos logísticos para produtos agrícolas e minerais.

Clima pode afetar o ciclo

Segundo o adido, as chuvas no início da temporada favoreceram a umidade do solo em regiões produtoras e apoiaram o plantio. O relatório, porém, alerta que a chuva persistente no Rio Grande do Sul e previsões de tempo severo em vários estados podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras. A irregularidade climática pode ter impacto maior na colheita do que na semeadura.

Esse resultado poderia compensar perdas em outros estados, como Mato Grosso. A possibilidade de El Niño também está no radar, mas o relatório diz que as principais preocupações dos produtores se concentram nas culturas de segunda safra, como milho e algodão. No Pará, produtores estariam acelerando a semeadura para antecipar a colheita e reduzir riscos climáticos.

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