Conab projeta recorde de 367,1 milhões de toneladas em 2026/27
Estimativa inicial indica alta de 1,4% na safra de grãos; custos e rentabilidade seguem como desafios para os produtores.
Em resumo
- Conab estima recorde de 367,1 milhões de toneladas de grãos.
- Milho pode alcançar 148 milhões de toneladas, alta de 2,4%.
- Projeções são preliminares e podem ser revisadas durante a safra.
Apesar da expansão projetada, o aumento da produção não garante maior rentabilidade: custos e controle das despesas seguem entre os desafios para os produtores.
Milho puxa o crescimento previsto
O milho deve responder por parte importante do avanço, com colheita estimada em 148 milhões de toneladas, crescimento de 2,4%. A área plantada com o cereal deve aumentar 4,9%. Entre os fatores que sustentam a demanda estão o consumo das usinas de etanol e das cadeias de proteína animal.
A soja também apresenta perspectiva de crescimento, mas o levantamento divulgado não detalha, no material apresentado, o volume previsto para a cultura.
O executivo afirmou que produzir mais exige conhecer o retorno da operação. Na avaliação dele, sem essa informação, o aumento do volume também pode ampliar a exposição do produtor a riscos financeiros.
Arroz tem previsão de recuo
A estimativa para o arroz contrasta com a perspectiva de crescimento do conjunto de grãos. A Conab projeta produção de 10,8 milhões de toneladas, queda de 2,9% em relação à temporada anterior. O recuo é esperado mesmo com uma expansão de 7,1% na área cultivada, que deve alcançar aproximadamente 1,5 milhão de hectares. A previsão de menor produtividade limita o resultado.
No Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional de arroz, a semeadura havia atingido 27% da área até a primeira semana de outubro. Parte das regiões produtoras enfrentava atrasos nos trabalhos.
Projeções ainda podem mudar
A Conab informou que o primeiro levantamento é preliminar e combina modelos estatísticos com análise meteorológica, pois as informações de campo ainda estão no início.
Paranhos recomenda analisar despesas por talhão, insumo e atividade para localizar gastos sem retorno esperado. O acompanhamento durante o ciclo, segundo ele, pode ajudar a identificar desperdícios antes da colheita.