Caroebe alerta produtores para risco do moko da bananeira
Doença bacteriana não tem tratamento químico eficaz; em caso de suspeita, a Aderr deve ser avisada em até 48 horas.
Em resumo
- Caroebe reforça a prevenção contra o moko, doença sem tratamento químico eficaz.
- A lavoura de Luiz tem 54 mil pés em 42 hectares e não registrou casos da doença.
- Suspeitas devem ser comunicadas à Aderr em até 48 horas.
Produtores de Caroebe, no sul de Roraima, reforçam medidas de prevenção contra o moko da bananeira, doença bacteriana que não tem tratamento químico eficaz e pode causar perdas na produção. O alerta ocorre em uma região onde a banana é importante para a economia local; não há registro de moko na propriedade do agricultor Luiz, que mantém uma lavoura de 54 mil pés em 42 hectares e vende a produção para Manaus, no Amazonas.
O produtor afirma que a banana é sua principal fonte de renda e diz já ter encontrado plantas com viroses na propriedade, mas não casos de moko. Para reduzir riscos, ele mantém tratores e ferramentas dentro da própria lavoura, evitando que equipamentos usados em outros locais levem a bactéria para o plantio.
Como a doença se espalha
O moko atinge o sistema vascular da bananeira e prejudica a circulação de água e nutrientes. A bactéria se desenvolve em ambientes quentes e úmidos, como os da Amazônia, e pode ser disseminada por ferramentas e máquinas contaminadas e por insetos. O trânsito de pessoas e veículos entre áreas também exige atenção, especialmente quando há suspeita de contaminação.
Entre os sinais estão o amarelamento das folhas e a quebra do pecíolo, a haste que as sustenta. Manchas escuras ou amarronzadas podem aparecer no centro do caule quando ele é cortado. Nos frutos, a polpa da banana verde pode escurecer; no cacho, o amadurecimento pode ocorrer de maneira irregular, com algumas bananas maduras e outras ainda verdes.
Medidas de prevenção e comunicação
As recomendações incluem utilizar mudas certificadas, desinfetar equipamentos e começar o trabalho pelas áreas saudáveis, deixando as suspeitas para o fim. Métodos caseiros, como queimar a planta ou cortar folhas contaminadas, não resolvem o problema e podem contribuir para a disseminação da bactéria.
Se a doença for confirmada, é necessário eliminar a bananeira infectada e as demais plantas localizadas em um raio de até cinco metros. A área deve permanecer sem cultivo por pelo menos dois anos.
Luiz afirma que, se houver confirmação, o isolamento da área e a retirada das touceiras contaminadas são medidas para conter o risco.