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12 de outubro de 2026

Política

TSE não encontra conteúdo falso em canal “Exército do Lula”

Relatório analisou publicações de 2 a 11 de outubro, mas apontou mobilização coordenada, linguagem polarizadora e limites na avaliação.

Tribunal Superior Eleitoral em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • O TSE não encontrou as afirmações contestadas nas mensagens examinadas de 2 a 11 de outubro.
  • O relatório apontou mobilização coordenada, linguagem polarizadora e dificuldades causadas por mensagens apagadas ou editadas.
  • Publicações de setembro e a transcrição integral de vídeos e áudios não foram incluídas na análise.

A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, as afirmações falsas atribuídas ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”. O relatório, solicitado pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, também apontou riscos relacionados à mobilização coordenada, à linguagem polarizadora e à dificuldade de reconstituir o histórico das mensagens.

O que foi analisado

A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação avaliou textos e vídeos publicados no canal, administrado pelo deputado federal André Janones. Segundo o relatório, no período analisado não foram encontradas reproduções das afirmações discutidas no processo. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) havia alegado que o canal divulgava informações falsas sobre o candidato, incluindo declarações a respeito do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada e do reajuste do Bolsa Família.

A conclusão técnica se limita ao conteúdo disponível e ao intervalo examinado. Publicações de setembro citadas no processo não foram avaliadas, pois algumas tinham sido apagadas.

Ressalvas sobre o canal

Apesar de não localizar as afirmações contestadas nas mensagens examinadas, a equipe técnica identificou sinais de atuação coordenada para disseminar conteúdo. O documento também aponta que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal. Sobre o teor das publicações, registra o uso recorrente de linguagem polarizadora, que poderia estabelecer uma lógica de confronto incompatível com a ideia de eleições como alternativa ao conflito.

A área técnica também alertou para o risco de disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno. Em uma publicação de 8 de outubro, às 1h10, o canal afirmou que não divulgaria “uma única fake news até o final da campanha”, conforme o relatório.

Decisões sobre o canal

O parecer foi produzido após decisões conflitantes sobre a permanência do canal. No domingo, 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a medida e determinou a reativação.

O documento técnico deve subsidiar novas decisões do TSE sobre o caso.

Temas

Linha do tempo

  1. TSE manda suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp
  2. TSE restabelece canal “Exército do Lula” e leva caso ao plenário
  3. TSE fará análise urgente sobre canal “Exército do Lula”
  4. Lula diz que presidente do TSE não pode ter lado político
  5. TSE não encontra conteúdo falso em canal “Exército do Lula” (esta matéria)

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