Flávio Bolsonaro contestará relatório do TSE sobre canal pró-Lula
Campanha afirma que enviará novos dados e cópias de mensagens que diz terem sido apagadas do canal “Exército do Lula”.
Em resumo
- A campanha de Flávio diz que enviará novos dados sobre o canal ao TSE.
- A AEED não encontrou as afirmações questionadas no material disponível de 2 a 11 de outubro.
- A equipe afirma ter preservado cópias de mensagens que diz terem sido apagadas.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na segunda-feira, 12 de outubro, que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo relatório técnico sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A equipe contesta a análise da área técnica da Corte e acusa o canal, organizado pelo deputado André Janones, de apagar publicações e dificultar a fiscalização eleitoral. As afirmações sobre exclusões e conteúdos são da campanha.
Divergência sobre o material analisado
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) examinou publicações disponíveis entre 2 e 11 de outubro. Nesse recorte, não encontrou reproduções das afirmações questionadas pela campanha. O órgão também informou que não teve acesso às versões anteriores de quatro mensagens identificadas como editadas.
Segundo a AEED, as mensagens apagadas não podem, em regra, ser recuperadas por consulta ao canal, e a reconstrução completa do histórico depende de registros mantidos pelo provedor. As publicações de setembro mencionadas no processo ficaram fora do período examinado.
A campanha, por sua vez, afirma que 219 publicações foram excluídas em 18 minutos, na madrugada de 8 de outubro. A AEED não localizou essas afirmações no conteúdo disponível que analisou; a campanha diz ter preservado cópias das mensagens apagadas.
Campanha promete apresentar cópias
Em comunicado, a equipe de Flávio declarou que fez o espelhamento do canal em tempo real e que já havia entregue material à Secretaria Judiciária do TSE quando ajuizou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Agora, pretende atualizar o conteúdo e submetê-lo à Presidência do tribunal.
A campanha também acusa o canal de usar apagamentos sistemáticos para contornar a fiscalização da Justiça Eleitoral e da plataforma. Afirma que participantes eram orientados a compartilhar vídeos antes de assisti-los e que links para conteúdos hospedados em outras redes dificultariam a identificação do material divulgado no WhatsApp.
O relatório técnico também registrou, em uma mensagem de 8 de outubro, uma orientação para que seguidores curtissem, comentassem e compartilhassem um vídeo antes de assisti-lo. A mensagem dizia que a ação serviria para indicar ao algoritmo que o conteúdo era relevante. A AEED relacionou esse tipo de orientação às proteções da plataforma, mas ressalvou que não conseguiu medir seu efeito sobre os mecanismos do WhatsApp.
A análise técnica se limitou às publicações disponíveis no período consultado e não incluiu o conteúdo integral dos vídeos e de outros áudios. A campanha informou que encaminhará novos dados ao TSE.
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Linha do tempo
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