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31 de outubro de 2026

Política

MTE recebe 4.305 denúncias de assédio eleitoral em três dias

Registros foram feitos entre 28 e 30 de outubro; São Paulo lidera, e os relatos ainda passam por análise da fiscalização do trabalho.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • MTE recebeu 4.305 denúncias em três dias.
  • Sudeste concentra 48,5% dos registros.
  • As denúncias ainda precisam ser investigadas.

Os registros, divulgados pelo ministério no sábado (31), estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho e ainda não comprovam que houve irregularidade.

Onde estão as denúncias

A Região Sudeste concentra 2.087 manifestações, equivalentes a 48,5% do total. O Nordeste aparece em seguida, com 784 registros, e o Sul tem 757. O Centro-Oeste contabilizou 378 denúncias e o Norte, 299.

São Paulo lidera entre os estados, com 1.325 registros. Na sequência estão Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345. Paraná, com 268, e Santa Catarina, com 259, também estão entre os estados com maior número. Os cinco estados concentram 59,2% das manifestações recebidas pelo MTE.

Os relatos incluem possíveis ameaças, constrangimentos e discriminação de trabalhadores por suas escolhas políticas. O assédio eleitoral pode envolver tentativa de influenciar o voto por meio de ameaças de demissão, redução salarial ou rebaixamento de cargo, além da promoção de atividades políticas no local de trabalho.

Apuração e medidas

Segundo o ministério, cabe à Auditoria Fiscal do Trabalho avaliar os relatos e fiscalizar possíveis irregularidades. O recebimento de uma denúncia, por si só, não significa que a prática tenha sido comprovada. Quando identifica assédio ou discriminação, a auditoria pode emitir autos de infração e encaminhar informações a outros órgãos públicos.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que empregadores não devem usar sua posição ou poder econômico para interferir na decisão dos funcionários. Em nota, defendeu que o voto é livre e secreto e disse que o governo está atuando na fiscalização para proteger os direitos dos trabalhadores.

O MTE anunciou uma força-tarefa nacional e articula ações com o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Entre as medidas previstas estão notificações a plataformas digitais, como Google e Meta, para retirar conteúdos que incentivem perseguição ou discriminação por motivação política. A Carteira de Trabalho Digital também envia orientações sobre direitos e canais de denúncia.

O ministério estuda ainda criar uma ferramenta de transparência para divulgar casos identificados e responsabilizados.

Temas

Linha do tempo

  1. Vereador de Monte Mor se retrata após defender demissões por voto em
  2. Ministério do Trabalho registra 530 denúncias de assédio eleitoral
  3. MPT processa Meta e pede remoção de posts sobre assédio eleitoral
  4. Justiça manda Meta remover posts e exibir aviso contra assédio
  5. MTE recebe 4.305 denúncias de assédio eleitoral em três dias (esta matéria)

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