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31 de outubro de 2026

Política

Kassab diz que governo Lula procurou o PSD e condiciona aproximação

Presidente do partido afirma que medidas econômicas e sinalizações ao centro podem levar a uma relação mais profunda com o Planalto.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Kassab disse que o governo Lula procurou o PSD.
  • A aproximação pode avançar com medidas econômicas e sinalizações ao centro.
  • O presidente do PSD não descartou voltar a ocupar um ministério.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva procurou o partido e que a relação poderá se aprofundar caso o Planalto sinalize ao centro e adote medidas econômicas.

Condições para ampliar a relação

Kassab afirmou que o PSD poderá estar mais próximo do governo se essas medidas forem adotadas. Ele também declarou que Lula precisará ampliar o apoio político e unir o país, objetivos que, segundo sua avaliação, não foram alcançados no terceiro mandato. O dirigente disse que os compromissos sociais devem ser mantidos, mas defendeu que a condução econômica fique a cargo de nomes capazes de transmitir confiança. Como exemplos, citou Antonio Palocci e Henrique Meirelles.

“Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos”, afirmou Kassab, que também admitiu a possibilidade de uma relação “mais profunda” entre o partido e o governo.

A legenda já havia comandado três ministérios no governo anterior sem se declarar oficialmente parte da base. Ao falar sobre a possibilidade de mudança na relação, Kassab recordou que, em 2023, o partido decidiu que compreenderia a indicação de filiados pelo Planalto.

Kassab não descarta ministério

Questionado sobre a possibilidade de assumir um cargo ministerial em um eventual quarto mandato de Lula, Kassab respondeu que a hipótese não está entre seus planos, mas não a descartou. Ele afirmou que já chefiou duas pastas e disse considerar honroso ocupar novamente um ministério.

As declarações foram feitas após a eleição presidencial de 2026. Kassab atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro, do PL, principalmente a erros do candidato e à exploração dessas fragilidades pela campanha petista. Na avaliação do presidente do PSD, a escolha de Flávio dividiu o eleitorado de centro, e o senador perdeu apoio à medida que se tornou mais conhecido fora do Rio de Janeiro.

Kassab também afirmou que a campanha petista conseguiu mobilizar receios sobre a volta do bolsonarismo. Ele citou manifestações nas ruas e a atuação do deputado André Janones como elementos que, em sua avaliação, evidenciaram o peso da comunicação digital.

Sobre o cenário político, o presidente do PSD disse que a polarização não foi superada. Afirmou ainda que Ronaldo Caiado, do PSD, quinto colocado na disputa presidencial de 2026, não atraiu eleitores que rejeitavam Lula e Flávio Bolsonaro. Kassab também defendeu maior rigor dos partidos no discurso contra a corrupção e alertou para possíveis consequências caso isso não ocorra.

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