Netanyahu obtém 53 cadeiras e fica sem maioria em Israel
Likud elege 27 parlamentares; bloco do premiê fica oito assentos abaixo da maioria no Knesset, que tem 120 vagas.
Em resumo
- Bloco de Netanyahu conquistou 53 cadeiras, oito a menos que a maioria.
- Likud foi a maior legenda, com 27 assentos; Yashar ficou com 21.
- Resultados devem ser certificados em 4 de novembro, antes das consultas para formar governo.
O bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Parlamento de Israel, o Knesset, e não alcançou a maioria de 61 assentos nas eleições gerais. A Comissão Central de Eleições divulgou o resultado final nesta quinta-feira (29), mas a certificação está prevista para 4 de novembro e ainda pode haver pequenas alterações.
Distribuição das cadeiras
O Likud, partido de Netanyahu, foi a maior legenda, com 27 cadeiras. O Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, principal rival do premiê, ficou com 21. O partido Juntos, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, conquistou 12 assentos, enquanto a Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, obteve 11.
Os Democratas e o Ra’am terão oito representantes cada. Yisrael Beiteinu, Otzma Yehudit e Judaísmo Unido da Torá conquistaram sete cadeiras cada. Shas e Sionismo Religioso ficaram com seis assentos cada. Ao todo, 11 listas superaram a cláusula de barreira de 3,25% e terão representantes no Knesset.
O bloco de oposição somou 48 cadeiras, também abaixo do número necessário para formar maioria. Os partidos árabes, reunidos na Lista Conjunta e no Ra’am, ficaram com 19 assentos no total e podem ser relevantes nas negociações para a formação de um novo governo.
Votação e próximos passos
Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887 invalidados. A participação foi de 77,9%, o maior comparecimento às urnas em décadas. O Likud recebeu 1.167.458 votos válidos, equivalentes a 20,52%; o Yashar teve 913.502 votos, ou 16,05%.
Depois da certificação dos resultados, o presidente Isaac Herzog iniciará consultas com os partidos eleitos. Cada legenda poderá recomendar um candidato a primeiro-ministro, e Herzog encarregará uma pessoa de tentar formar o governo. O candidato designado terá 28 dias para negociar uma coalizão, com possibilidade de prorrogação por mais 14 dias.
As negociações deverão tratar de cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo. Se o primeiro indicado não conseguir formar uma coalizão, a incumbência poderá ser transferida a outro candidato, conforme o processo descrito pelas autoridades israelenses.
Temas
Linha do tempo
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