EUA anunciam restrições de visto a 61 autoridades da Bolívia e
Medidas do governo Trump atingem políticos, magistrados, promotores, congressistas, prefeitos e familiares dos dois países.
Em resumo
- O governo Trump anunciou restrições de visto contra 61 pessoas ligadas à Bolívia e à Colômbia.
- As medidas incluem políticos e familiares, além de autoridades e integrantes de governos anteriores.
- O Departamento de Estado afirmou que a iniciativa integra ações contra corrupção e narcotráfico.
O governo dos Estados Unidos anunciou, em 22 de outubro de 2026, restrições de visto contra 61 pessoas ligadas à Bolívia e à Colômbia, entre autoridades e ex-integrantes de governos. Segundo o Departamento de Estado americano, a medida integra uma campanha de combate à corrupção e ao narcotráfico na região.
Na Bolívia, as restrições foram anunciadas contra 15 políticos e familiares próximos. A lista inclui parlamentares, magistrados, promotores e ex-integrantes de órgãos de segurança e investigação. Na Colômbia, as medidas atingem sete pessoas e seus familiares, entre elas congressistas e prefeitos.
O detalhamento divulgado não informa quantos familiares estão incluídos nem como os grupos descritos se distribuem no total de 61 pessoas. O anúncio, portanto, apresenta o total geral e informa separadamente as categorias e os números de políticos e pessoas atingidas em cada país.
Base legal das restrições
As medidas foram adotadas com base na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos.
O Departamento de Estado apresentou a iniciativa como parte dos esforços contra a corrupção e o tráfico de drogas. O anúncio não detalhou, no relato divulgado, quais condutas específicas são atribuídas a cada uma das pessoas atingidas.
Contexto regional
Bolívia e Colômbia fazem parte do Escudo das Américas, coalizão criada pelo governo de Donald Trump em março de 2026. O grupo reúne países latino-americanos alinhados aos Estados Unidos e tem como foco declarado o combate ao narcotráfico e a organizações classificadas pela aliança como “narcoterroristas”.
A Colômbia não participou da criação da coalizão durante o governo de Gustavo Petro. O país ingressou posteriormente, após a posse de Abelardo de la Espriella, descrito como aliado de Trump e defensor dos projetos de segurança dos Estados Unidos para a região.
As restrições anunciadas se referem à entrada nos Estados Unidos por meio de vistos. A justificativa legal mencionada pelo governo americano permite que o secretário de Estado considere possíveis efeitos sobre a política externa do país ao decidir sobre a concessão desses documentos.