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20 de outubro de 2026

Economia

Azul prevê capacidade 5% menor em 2026 e recuperação mais lenta

Combustível caro pressiona as margens; companhia reduziu a capacidade em mais de 10% no segundo trimestre e planeja retomada gradual.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Azul projeta capacidade cerca de 5% menor em 2026.
  • Combustível caro pode atrasar a recuperação em um ano ou mais.
  • A companhia prevê crescimento modesto da capacidade a partir do quarto trimestre.

A Azul prevê uma recuperação mais lenta do que esperava inicialmente e estima encerrar 2026 com capacidade cerca de 5% inferior à do ano anterior. O diretor financeiro da companhia, Antonio Carlos Garcia, atribuiu o cenário à pressão dos preços elevados do combustível de aviação sobre as margens e afirmou que a retomada pode atrasar um ano ou mais se os custos continuarem altos.

Capacidade menor e retomada gradual

A redução projetada para 2026 reflete uma estratégia cautelosa que a Azul já havia adotado antes do impacto mais recente da alta do combustível, segundo Garcia. No segundo trimestre, a companhia cortou a capacidade em mais de 10% na comparação anual, em resposta aos preços dos combustíveis.

A empresa espera retomar um crescimento modesto da capacidade a partir do quarto trimestre. Garcia afirmou que algumas frequências já estão sendo restabelecidas e aeronaves que estavam fora de operação voltaram ao serviço. Ele ressalvou, porém, que essas medidas não representam uma expansão agressiva.

A Azul conseguiu repassar aos clientes, por meio das tarifas, entre 60% e 65% dos aumentos no preço do combustível de aviação, de acordo com o diretor financeiro. Ainda assim, a pressão sobre as margens permanece e contribui para a previsão de uma recuperação mais demorada.

Reestruturação e geração de caixa

A companhia saiu do processo de Chapter 11 em fevereiro, depois de reestruturar o balanço. Em agosto, informou que a dívida total havia recuado para R$ 21,4 bilhões. Garcia disse que a Azul está se aproximando de um fluxo de caixa livre operacional positivo, mas que pagamentos relacionados à reestruturação, anteriores e posteriores ao processo, ainda afetam a geração de caixa.

A empresa também tem buscado ampliar a contribuição de atividades além do transporte de passageiros. Entre elas estão o programa de fidelidade, serviços de viagem, operações de carga e manutenção, segundo Garcia.

Questionado sobre uma possível consolidação no setor aéreo latino-americano, o executivo afirmou que a prioridade da Azul é reestruturar o próprio negócio, e não avaliar acordos. No ano passado, a controladora da Gol abandonou negociações para uma fusão entre as duas companhias, embora tenha mantido aberta a possibilidade de retomar as conversas no futuro.

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