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30 de outubro de 2026

Agro

Rio Grande do Sul tem perdas agrícolas e tomate 187,5% mais caro

Excesso de chuva e falta de sol reduziram a produção de hortigranjeiros, atrasaram plantios e pressionaram o abastecimento no estado.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Perdas de hortigranjeiros no estado já superam 30%.
  • O tomate longa vida subiu de R$ 4 para R$ 11,50 o quilo.
  • Supermercados buscam produtos em outros estados para abastecer as lojas.

Dados das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa) mostram que o quilo do tomate longa vida passou de R$ 4 para R$ 11,50, variação de 187,5%. Com a quebra da safra local, supermercados recorrem a fornecedores de outras regiões, o que encarece o frete e reduz a oferta disponível aos consumidores.

Perdas nas lavouras

Em Santa Maria, na Região Central, os prejuízos chegam a 40% para os produtores, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na propriedade de Milton Cauzzo, a água tomou os corredores entre as lavouras.

“Não seca nada”, relatou Cauzzo ao descrever as condições das plantações.

A umidade excessiva afeta a qualidade do solo e favorece doenças nas plantações. Leonardo Brondani, extensionista da Emater, informou que produtores de melancia não conseguiram fazer um plantio satisfatório em setembro e perderam áreas por causa da chuva. Segundo ele, a umidade também favorece o aparecimento de doenças no morango, inclusive em cultivos protegidos em estufas. A redução no fornecimento, afirmou, é uma possibilidade forte.

Abastecimento e preços

A menor oferta local levou supermercados a buscar produtos em diferentes partes do país. Eduardo Stangherlin, vice-presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), disse que alguns itens chegam com qualidade inferior à habitual. Segundo ele, há melancia proveniente de Goiás, tomate vindo de São Paulo e repolho de fora do Rio Grande do Sul. Stangherlin observou que São Paulo também enfrenta problemas com a chuva.

A alta dos hortigranjeiros pesa no orçamento doméstico. Já a aposentada Vilma Gonçalves contou que costuma substituir alimentos quando ficam caros, mas encontra dificuldades para trocar as folhas verdes da salada.

O excesso de umidade e a falta de períodos de sol atingem tanto a produção quanto a qualidade dos produtos que chegam às prateleiras.

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