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30 de outubro de 2026

Segurança

MPRS denuncia sete PMs por morte de agricultor em Pelotas

Promotoria pede que os policiais sejam julgados pelo Tribunal do Júri e solicita perda dos cargos e indenização à família.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • MPRS denunciou sete policiais militares pela morte de Marcos Daniel Nörnberg.
  • A promotoria pede julgamento pelo Tribunal do Júri, perda dos cargos e indenização.
  • Os relatos divergem sobre a data da operação, situada em janeiro ou outubro.

A promotoria pede que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri, percam os cargos públicos e paguem indenização à família da vítima.

Segundo a denúncia, três dos policiais participaram da identificação do endereço da ação, e outros quatro atuaram diretamente na operação. O MPRS sustenta que os agentes entraram na propriedade da família após apontarem incorretamente o local que deveria ser alvo da diligência. Nörnberg foi atingido por oito tiros de fuzil; a esposa também foi baleada, mas sobreviveu.

Divergência sobre a data do caso

As informações sobre a data da ocorrência divergem: um relato situa o episódio na madrugada de 15 de janeiro, enquanto outro o coloca em 15 de outubro. Ambos indicam que o agricultor morreu dentro de casa, na zona rural de Pelotas, durante uma ação da Brigada Militar.

A operação tinha como objetivo localizar suspeitos de integrar um grupo envolvido em roubos. De acordo com a investigação, pistas fornecidas por pessoas presas no Paraná levaram os agentes até a propriedade da família Nörnberg, na localidade da Cascata. A apuração da Polícia Civil apontou uma falha grave na identificação do imóvel e concluiu que a alegação de legítima defesa dos policiais não era respaldada pelas provas reunidas.

A Brigada Militar apresentou outra versão sobre a ação: a corporação afirmou que os agentes viram Nörnberg armado e atirando contra eles, e que revidaram. Segundo a investigação, não foram encontrados no local veículos roubados ou armas além daquela usada por Nörnberg.

Imagens de uma câmera de monitoramento registraram a operação, e o áudio captou ao menos 18 disparos. A Polícia Civil informou que o agricultor foi atingido por oito tiros. O então comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli, reconheceu que houve um equívoco na ação e afirmou que informações preliminares sobre a localização dos suspeitos induziram os policiais ao erro.

A denúncia do MPRS também pede o enquadramento dos crimes como homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada, incluindo a alegação de que as vítimas tiveram a defesa dificultada.

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