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15 de outubro de 2026

Agro

Ovelhas com máscaras são testadas em pomar de pêssegos no RS

Pesquisa em Caxias do Sul avalia como integrar a criação de ovinos à fruticultura e investiga efeitos dos animais sobre o solo.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Pesquisa testa máscaras para evitar que ovelhas alcancem árvores de pêssego.
  • Os animais se adaptaram ao acessório e conseguem continuar pastando.
  • A equipe avalia efeitos sobre a fertilidade e a compactação do solo.

Uma pesquisa na Serra Gaúcha testa o uso de máscaras em ovelhas que pastam em um pomar de pêssegos em Caxias do Sul. A proposta é permitir a convivência entre a criação de ovinos e a fruticultura sem que os animais alcancem e danifiquem as árvores, além de avaliar efeitos da presença deles sobre o solo.

O equipamento funciona de acordo com a posição da cabeça do animal. Quando a ovelha mantém a cabeça baixa, consegue comer a vegetação do pasto. Se a levanta para alcançar as plantas das árvores, a máscara se desloca sobre a boca e impede esse acesso.

Adaptação dos animais

Antes de medir os possíveis efeitos no pomar, a equipe observou como as ovelhas reagiriam ao acessório. A professora Marcele Vilanova disse que havia preocupação com o desconforto causado por um objeto estranho à rotina dos animais. Segundo ela, a adaptação ocorreu sem grandes dificuldades: as ovelhas conseguiam abaixar a cabeça e continuar pastando.

O coordenador da Área Experimental e Fazenda Escola, Gabriel Pauletti, afirmou que a integração pode ser útil em uma região marcada por pequenas propriedades e pela importância da produção de frutas. Para ele, a combinação depende de evitar que os animais prejudiquem as plantas.

Os testes começaram há mais de um ano e avançam agora para uma etapa voltada aos efeitos da presença dos ovinos no pomar. A pesquisa acompanha principalmente a fertilidade e a compactação do solo.

Possível uso em pequenas propriedades

Se a experiência tiver resultados positivos, a ideia é que a tecnologia possa ser adotada em pequenas propriedades. O uso da mesma área para frutas e criação de animais poderia ampliar as atividades do produtor e abrir uma possibilidade adicional de renda, conforme Pauletti.

O coordenador também destacou o ciclo de produção dos ovinos. Segundo ele, a comercialização de cordeiros pode ocorrer depois de quatro meses, o que permitiria acrescentar essa fonte de receita à produção realizada na propriedade.

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