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29 de outubro de 2026

Agro

Biodiesel B16 pode levar demanda a 11 bilhões de litros em 2027

Projeção da StoneX depende da adoção da mistura B16 a partir de março; com B15, vendas devem chegar a 10,43 bilhões de litros.

Imagem ilustrativa: Instalação de produção de biodiesel ou tanque de combustível ao lado de soja
Imagem ilustrativa.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Com B16 a partir de março, a demanda pode chegar a 11 bilhões de litros em 2027.
  • Mantido o B15, as vendas devem somar 10,43 bilhões de litros.
  • A demanda por óleo de soja pode alcançar 8,75 milhões de toneladas com o B16.

A demanda por biodiesel no Brasil pode chegar a 11 bilhões de litros em 2027 se a mistura obrigatória ao diesel fóssil subir de B15 para B16 a partir de março. A projeção é da StoneX e representa crescimento de até 7% em relação a 2026. A mudança, porém, ainda depende de decisão do governo, que não sinalizou claramente a adoção do novo percentual.

Projeção depende de mudança na mistura

Se a mistura ficar em 15%, as vendas de biodiesel devem avançar 1,2% no próximo ano, para 10,43 bilhões de litros, segundo a StoneX.

O aumento do percentual também ampliaria a demanda por matérias-primas, principalmente óleo de soja, que é o principal insumo da produção brasileira. Com B15, a demanda por esse óleo deve somar 8,27 milhões de toneladas em 2027. Se o B16 começar a valer em março, o volume pode se aproximar de 8,75 milhões de toneladas, e a participação do óleo de soja entre os insumos pode atingir 85,3%.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) citados na análise apontam que o óleo de soja respondeu por cerca de 85% da produção de biodiesel, com alta de 8,2% ante 2025. A StoneX atribui a manutenção dessa participação à competitividade do insumo e à capacidade da indústria de esmagamento. Outras matérias-primas também devem crescer em volume, mas não teriam a mesma competitividade.

Vendas e preços em 2026

Para 2026, a StoneX reduziu ligeiramente a previsão de crescimento da demanda, de 5,7% para 5,6%, e manteve a estimativa de 10,3 bilhões de litros. De janeiro a agosto, as vendas somaram 6,77 bilhões de litros, alta anual de 7,2%. O resultado foi associado ao aumento da demanda por diesel B e à passagem da mistura obrigatória de B14 para B15 no período comparado.

Em agosto, as vendas ficaram 0,2% abaixo das do mesmo mês de 2025, quando o B15 já estava em vigor. A expectativa da empresa é de que a queda seja pontual, com retomada da demanda por diesel B nos meses seguintes. Outubro deve registrar o pico de vendas, estimado em 955 milhões de litros.

Os preços do biodiesel no mercado interno acumularam alta estimada de 7,3% desde julho. No mesmo intervalo, o óleo de soja subiu 10%, considerando a referência do interior de Mato Grosso. A análise aponta que o custo da matéria-prima e a sazonalidade das vendas podem contribuir para a valorização do biocombustível.

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