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10 de outubro de 2026

Tecnologia

Índia enfrenta protestos contra expansão de centros de dados de IA

Moradores de Mumbai questionam projeto da Amazon e apontam ruído, consumo de água e energia e falta de consulta à comunidade.

Mumbai em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • Moradores de Mumbai protestam contra um centro de dados da Amazon.
  • A comunidade questiona impactos sobre água, energia e ruído.
  • Estimativas apontam aumento do consumo de água pelos centros de dados na Índia.

Moradores de Mumbai protestam contra a construção de um centro de dados da Amazon, temendo impactos sobre o abastecimento de água e energia e incômodos causados pelo ruído. A mobilização ocorre em meio à expansão da infraestrutura de inteligência artificial na Índia, apoiada pelo governo de Narendra Modi e por investimentos de grandes empresas de tecnologia.

Projeto é alvo de moradores

Tushar Shetty, engenheiro de 46 anos, disse que árvores foram retiradas de uma área verde em frente ao apartamento que comprou cinco meses antes. “Eu não teria comprado o imóvel se soubesse disso”, afirmou.

A Amazon e autoridades locais defenderam o empreendimento e afirmaram que ele não pressionará os serviços públicos, pois terá fontes próprias de água e energia.

Disputa sobre recursos e expansão

A mobilização em Mumbai integra uma resistência crescente a projetos de centros de dados na Índia, onde Amazon, Google e Microsoft investem em instalações de inteligência artificial. A estratégia se alinha à ambição de Modi de ampliar o papel do país na infraestrutura física que sustenta a economia digital.

A preocupação com recursos é relevante em um país que concentra 4% da água doce mundial e 18% da população global. Já a Mordor Intelligence calcula que essas instalações consumiram cerca de 150 bilhões de litros de água em 2025, volume que deve mais do que dobrar até 2030.

O governo indiano defendeu publicamente os centros de dados como infraestrutura essencial à vida digital e afirmou que tecnologias modernas usam água e eletricidade com maior eficiência.

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