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09 de outubro de 2026

Mundo

EUA sancionam Tribunal Penal Internacional após Nobel a Navi Pillay

Medida do governo Trump foi anunciada em 9 de outubro de 2026 e pode atingir empresas que prestam serviços ao tribunal sediado na Holanda.

Imagem ilustrativa: Fachada de um tribunal internacional ou edifício institucional na Holanda
Imagem ilustrativa.
Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • O governo Trump anunciou sanções ao TPI em 9 de outubro de 2026.
  • As medidas podem atingir empresas que prestam serviços ao tribunal.
  • Navi Pillay recebeu o Nobel da Paz e criticou ataques a instituições multilaterais.

O governo de Donald Trump anunciou sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, horas depois de Navi Pillay ser anunciada como vencedora do Prêmio Nobel da Paz deste ano.

No documento, Rubio afirmou que Trump não permitiria que o tribunal processasse cidadãos americanos. O comunicado também informou que os Estados Unidos proibiriam transações com o TPI, com o objetivo declarado de cortar recursos e afetar sua capacidade de operar.

Sanções ampliam pressão sobre o tribunal

Washington já havia aplicado sanções a promotores e juízes do TPI.

Sediado na Holanda, o tribunal foi criado em 2002 para julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio. A corte tem 125 países como Estados-membros. Os Estados Unidos não integram o tribunal.

Pillay critica ataques a instituições multilaterais

Ela foi anunciada como laureada no mesmo dia das sanções.

Em um congresso no Palácio de Justiça de Nuremberg, na Alemanha, Pillay brincou que talvez dividisse o prêmio com Trump. Mais tarde, criticou países que atacam instituições multilaterais, citando a ONU e o Tribunal Penal Internacional. A jurista defendeu que líderes cumpram a obrigação de proteger os direitos humanos, evitar a guerra e respeitar a Carta das Nações Unidas.

Aos 85 anos, Pillay afirmou que não pretende interromper o trabalho. Ela disse atuar como juíza em um processo movido pela Gâmbia contra Mianmar e também mencionou seu apoio à Academia dos Princípios de Nuremberg.

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