Netanyahu convida Flávio Bolsonaro a visitar Israel após telefonema
Premiê israelense falou em renovar a amizade entre os países; Flávio também o convidou para ir ao Brasil, segundo comunicado do gabinete de Netanyahu.
Em resumo
- Netanyahu conversou por telefone com Flávio Bolsonaro na quinta-feira (8).
- O premiê convidou Flávio a visitar Israel, e o brasileiro o chamou para ir ao Brasil.
- Os dois manifestaram intenção de renovar a amizade entre Brasil e Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone na noite de quinta-feira (8) com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o convidou a visitar Israel. Segundo comunicado do gabinete israelense, os dois falaram em renovar a amizade entre Brasil e Israel. Flávio também convidou Netanyahu para ir ao Brasil.
O gabinete informou que Netanyahu parabenizou o brasileiro por ter ficado em primeiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial, realizado no domingo (4). Flávio obteve cerca de 47% dos votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve pouco mais de 45%. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A nota do governo israelense descreveu a intenção dos dois como uma renovação da “profunda amizade” entre os países, no contexto de uma transformação em curso nas relações de Israel com nações da América do Sul. A conversa ocorreu em meio ao período de campanha para a etapa final da eleição brasileira.
Mensagens após o primeiro turno
Depois da divulgação do resultado, Netanyahu já havia parabenizado Flávio em uma mensagem publicada na rede social X. Na ocasião, desejou sucesso ao candidato e manifestou expectativa de restabelecer a amizade entre os países. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, também cumprimentou Flávio pelo desempenho no primeiro turno e desejou êxito na etapa final.
Relação entre Israel e o governo Lula
As relações entre os governos de Netanyahu e Lula estão estremecidas. O presidente brasileiro afirma que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. Em fevereiro de 2024, Israel declarou Lula persona non grata no país, em razão de declarações do presidente, e o acusou de antissemitismo.
Em agosto de 2025, o governo israelense anunciou que as relações com o Brasil seriam conduzidas em nível diplomático inferior. A medida ocorreu depois que o governo brasileiro não concedeu o agrément ao indicado de Israel para a embaixada em Brasília, o diplomata Gali Dagan. Na ocasião, a gestão Netanyahu acusou o Brasil de adotar uma linha crítica e hostil desde os ataques do Hamas em outubro de 2023. O governo israelense também alegou que essa postura se intensificou após Lula comparar ações de Israel às dos nazistas.