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16 de outubro de 2026

Economia

Rodovias federais podem chegar a 49,5% sob gestão privada em 2030

Ministério dos Transportes prevê R$ 218 bilhões em investimentos privados entre 2023 e 2029 e 11 leilões de rodovias e ferrovias em 2027.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • Gestão privada pode alcançar 49,5% das rodovias federais em 2030.
  • Investimentos privados previstos para 2023 a 2029 somam R$ 218 bilhões.
  • Carteira de 2027 prevê 11 leilões de rodovias e ferrovias.

Metade das rodovias federais pavimentadas deve estar sob gestão privada até 2030, segundo projeção do Ministério dos Transportes. A expectativa é que a participação chegue a 49,5%, ante os atuais 31% da malha rodoviária da União administrada por concessionárias. O governo também prevê R$ 218 bilhões em investimentos privados no setor entre 2023 e 2029.

Expansão das concessões

A estimativa considera a aceleração do Programa de Concessões de Rodovias Federais (Procrofe), que concedeu 12.198 quilômetros nos últimos quatro anos. Em 2014, 7,7% da malha rodoviária federal estava nas mãos da iniciativa privada; dez anos depois, a proporção havia alcançado 24%.

A secretária nacional de Rodovias, Viviane Esse, afirmou que a parcela deve se aproximar de 32% até o fim de 2026. “Isso é muito relevante, essencial para termos um bom desenvolvimento”, declarou durante apresentação de resultados da pasta, realizada em São Paulo na quinta-feira (15).

Os R$ 218 bilhões previstos para 2023 a 2029 dizem respeito a investimentos privados já contratados, conforme explicou a secretária. Entre 1993 e 2022, o total investido pela iniciativa privada em rodovias foi de R$ 129 bilhões. A projeção para os sete anos supera em 69% o montante registrado nos 27 anos anteriores.

Esse afirmou ainda que, no ano anterior, os investimentos privados em rodovias superaram os públicos. Segundo ela, os R$ 218 bilhões não incluem novos estudos e podem alterar a infraestrutura rodoviária do país.

Leilões previstos para 2027

A carteira de rodovias e ferrovias para 2027 reúne investimentos estimados em R$ 102,68 bilhões e prevê 11 leilões: nove baseados em novos estudos e dois relacionados a otimizações contratuais.

O cronograma prevê, em junho, os leilões da Rota Integração do Sul e da Rota Portuária do Sul. Em julho, estão previstos os lotes 1 e 3 da Malha Catarinense, denominados Rota Vale do Itajaí e Rota Meio Oeste. Para setembro, estão programados a Rota do Vale do Café e a Rota Portuária Itaquí.

Em outubro, o cronograma inclui a Rodovia Transbrasiliana. A Rota Catarinense, lote 2 da Malha Catarinense, e a Rota Planalto Sul estão previstas para novembro. Já a Rota do Açu e a Rota Centro-Sul Baiano aparecem para dezembro.

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