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29 de outubro de 2026

Economia

Nvidia assume garantias bilionárias para financiar expansão da IA

Documentos da empresa apontam US$ 36 bilhões em acordos com neoclouds e outros compromissos que ampliam a exposição ao setor.

Nvidia em imagem de arquivo
Imagem de arquivo.
Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A Nvidia tinha US$ 36 bilhões em acordos com empresas de nuvem para IA.
  • Garantias e compromissos não significam que todos os valores já foram pagos.
  • Empresas apoiadas pelo setor enfrentam queda nas ações e pressão financeira.

A Nvidia acumulava US$ 36 bilhões em acordos de financiamento e garantias ligados a empresas de computação em nuvem para inteligência artificial, segundo documentos financeiros da companhia. A fabricante também assumiu uma garantia de até US$ 105 bilhões vinculada a um projeto de data center da OpenAI em Ohio, nos Estados Unidos. Os compromissos elevaram a atenção do mercado para os riscos financeiros da expansão da infraestrutura de IA, em meio a sinais de pressão sobre empresas do setor.

Os valores não representam desembolsos já realizados. Em grande parte dos acordos, a obrigação de pagamento depende de condições específicas, como inadimplência de participantes ou descumprimento de compromissos financeiros. A Nvidia também firmou contratos de locação de futuros data centers avaliados em US$ 20 bilhões, que devem ser transferidos posteriormente a terceiros.

Empresas de infraestrutura sob pressão

Em outubro, as ações da CoreWeave, da Nebius e da IREN acumulavam perdas de pelo menos 30%. As três atuam em serviços de computação em nuvem voltados à IA e ainda utilizam grandes volumes de caixa. A CoreWeave, a maior delas, tinha aproximadamente US$ 51,6 bilhões em dívida total, incluindo cerca de US$ 35 bilhões em notas, títulos e empréstimos.

O custo dos contratos de proteção contra inadimplência da CoreWeave também subiu: o spread dos credit default swaps ultrapassou 11%. Já os rendimentos de títulos da empresa com vencimentos em 2031 e 2032 superaram 15%.

A fabricante de chips encerrou a terceira semana consecutiva de perdas em Wall Street na sexta-feira, 23 de outubro. Suas ações caíam 7,6% no mês, o que poderia representar o pior desempenho mensal desde novembro do ano anterior. A australiana Firmus retirou planos de abertura de capital naquele mês. A britânica Nscale e a SB Energy haviam protocolado pedidos para entrar na bolsa dos Estados Unidos em setembro, sem atualizações recentes sobre os planos.

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