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19 de outubro de 2026

Economia

Argentina cresce e reduz inflação, mas pobreza e desemprego avançam

PIB subiu nos dois primeiros trimestres de 2026, enquanto pobreza atingiu 32,3% e desemprego chegou a 7,9%, segundo dados oficiais.

Publicado em 1 min de leitura

Em resumo

  • PIB cresceu nos dois primeiros trimestres, mas caiu 0,6% ante o trimestre anterior.
  • A pobreza chegou a 32,3% e a extrema pobreza a 7,5% no primeiro semestre de 2026.
  • Desemprego subiu para 7,9%, enquanto a indústria e o consumo enfrentam dificuldades.

A economia da Argentina cresceu nos dois primeiros trimestres de 2026 e a inflação desacelerou, mas a pobreza e o desemprego voltaram a subir. Os dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) também mostram perda de ritmo no segundo trimestre, com recuos no consumo e nos investimentos, enquanto atividades ligadas às exportações tiveram resultados positivos.

Crescimento desigual

O Produto Interno Bruto (PIB) argentino avançou 2,3% no primeiro trimestre e 2% no segundo, sempre na comparação com os mesmos períodos de 2025, segundo o Indec. Na comparação entre trimestres consecutivos, porém, a economia encolheu 0,6% entre abril e junho, já descontados os efeitos sazonais.

No segundo trimestre, o consumo privado caiu 2,4%, o consumo público recuou 2,3% e os investimentos diminuíram 0,8%. Na comparação anual, a formação bruta de capital fixo, indicador dos investimentos realizados na economia, teve queda de 11,1%.

As exportações de bens e serviços aumentaram 13,7%, enquanto as importações caíram 8,6%. Já a indústria manufatureira recuou 2,1% no trimestre.

Inflação menor, pobreza maior

A inflação acumulada em 12 meses, que chegou perto de 290%, caiu para cerca de 30% nos primeiros dois anos do governo de Javier Milei. Em agosto de 2026, a alta mensal dos preços foi de 1,7%, o menor resultado desde junho de 2025. A estabilização ocorreu junto a um ajuste fiscal que incluiu cortes de gastos públicos e retirada de subsídios.

A melhora da pobreza observada anteriormente perdeu força. O levantamento abrange 31 aglomerados urbanos e contabilizou 9,7 milhões de pessoas nessa situação.

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