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30 de outubro de 2026

Agro

Trigo no RS deve cair 37,48% em 2026, projeta Emater

Produção está estimada em 2,16 milhões de toneladas, após recuo da área plantada e perdas associadas às chuvas e à baixa radiação solar.

Publicado em 2 min de leitura

Em resumo

  • A produção de trigo no RS deve cair 37,48% em 2026.
  • A área cultivada recuou 34,56% em relação a 2025.
  • Chuvas e baixa radiação solar afetaram lavouras e qualidade dos grãos.

A produção de trigo do Rio Grande do Sul deve somar 2,16 milhões de toneladas em 2026, uma queda de 37,48% ante o volume colhido no ano passado, segundo projeção da Emater/RS-Ascar. A estimativa considera a redução da área cultivada e a produtividade esperada abaixo da registrada em 2025. O excesso de umidade, a baixa radiação solar e doenças também afetaram lavouras e a qualidade dos grãos.

Área plantada recuou

A produção projetada é de 2.161.922 toneladas, ante 3.458.083 toneladas colhidas no ano passado. A produtividade estimada, por sua vez, foi revista para cima em relação à previsão feita no plantio: passou de 2.701 para 2.833 quilos por hectare, alta de 4,88%. Ainda assim, o rendimento projetado permanece 5,55% abaixo dos 2.968 quilos por hectare registrados em 2025, conforme o IBGE.

O resultado final dependerá do desempenho das lavouras que ainda não foram colhidas e das condições dos trabalhos no campo. No levantamento divulgado em 22 de outubro, 19% da área semeada havia sido colhida; 35% das lavouras estavam em enchimento de grãos e 45%, em maturação.

Chuva afetou rendimento e qualidade

De acordo com a Emater, a umidade elevada e a pouca disponibilidade de luz solar em fases importantes do ciclo reduziram o potencial produtivo e favoreceram doenças como giberela e brusone. Temporais nas semanas anteriores também provocaram danos localizados, sobretudo em áreas próximas da colheita. Entre os problemas observados estão a redução do peso hectolitro e a presença de grãos avariados e chochos.

Os resultados variaram entre regiões. Em Frederico Westphalen, a colheita alcançava 30% da área, com rendimento próximo de 2.500 quilos por hectare.

Na região de Santa Rosa, 38% das lavouras tinham sido colhidas. A produtividade nas áreas trabalhadas geralmente ficava entre 1.500 e 1.800 quilos por hectare, e a qualidade apresentava variação, com grãos avariados, chochos e esbranquiçados. Em parte das propriedades, um período seco entre 16 e 18 de outubro permitiu acelerar a colheita; produtores também fizeram dessecação para uniformizar a maturação.

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