Coreia do Norte e do Sul avançam em mísseis hipersônicos
Seul testou seu primeiro míssil hipersônico desenvolvido integralmente no país; Pyongyang anunciou testes de mísseis de cruzeiro lançados de submarinos.
Em resumo
- A Coreia do Sul testou seu primeiro míssil hipersônico desenvolvido integralmente no país.
- Pyongyang anunciou testes de dois tipos de mísseis de cruzeiro lançados de submarinos.
- Especialistas afirmam que as capacidades hipersônicas reivindicadas pelo Norte não estão confirmadas.
Coreia do Norte e Coreia do Sul avançam no desenvolvimento de armas hipersônicas em meio à disputa militar na península. As capacidades reivindicadas pela Coreia do Norte, porém, não podem ser confirmadas com certeza, segundo especialistas citados na reportagem.
Disputa por capacidade militar
A Coreia do Norte também informou que Kim visitou um novo museu dedicado à defesa nacional. Entre os itens expostos estava um míssil balístico intercontinental que, segundo a descrição norte-coreana, seria capaz de atingir alvos em territórios dos Estados Unidos.
Mísseis hipersônicos podem viajar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som, ou mais de 6.100 quilômetros por hora. Também podem mudar de trajetória durante o voo, mergulhar ou ziguezaguear. Essas características dificultam que sistemas de defesa detectem, acompanhem e interceptem a arma. Ela pode transportar ogivas convencionais ou nucleares.
Para Green, a ampliação das capacidades do Norte e o fortalecimento de seus laços militares e econômicos com a Rússia contribuíram para que essa tecnologia se tornasse prioridade para o Sul.
Capacidades norte-coreanas são incertas
Green ressaltou que não é possível saber com segurança se Pyongyang dispõe das capacidades que afirma ter. Ainda assim, disse que subestimar o país seria um erro, lembrando que capacidades norte-coreanas já foram desacreditadas antes de serem demonstradas.
Chun In-bum, general aposentado do Exército sul-coreano e pesquisador do National Institute for Deterrence Studies, também afirmou que não há confirmação independente das declarações do Norte. Para ele, planejadores militares devem considerar o pior cenário. A origem da tecnologia, contudo, permanece incerta.