Incêndios no Amazonas: força-tarefa de SP reforça combate
Ministro diz que cenário é mais grave do que imaginava; equipes paulistas atuam em áreas de difícil acesso desde 12 de outubro.
Em resumo
- Equipes de São Paulo começaram a apoiar o combate aos incêndios no Amazonas.
- Capobianco afirmou que o cenário é mais grave do que imaginava.
- O estado registrou 1.380 ocorrências nos dez primeiros dias de outubro.
Uma força-tarefa do governo de São Paulo começou a atuar nesta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, no combate aos incêndios florestais no Amazonas, enquanto o ministro do Meio Ambiente e do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a situação observada no estado é mais grave do que imaginava. As equipes paulistas fazem reconhecimento de áreas atingidas e se deslocam para combater focos em regiões de difícil acesso.
Atuação das equipes paulistas
Na manhã de segunda-feira, bombeiros da Polícia Militar de São Paulo avaliaram as condições do terreno, os focos ativos e as estratégias necessárias para a operação. Na primeira ação, 24 bombeiros foram divididos em duas frentes: 12 militares para o combate direto às chamas e outros 12 para reconhecimento e avaliação das áreas.
A missão paulista reúne, no total, 30 profissionais: 25 bombeiros e cinco integrantes da Defesa Civil estadual. Os números descrevem recortes diferentes da mobilização: um se refere à composição total da missão, e o outro à primeira ação dos bombeiros.
O governo de São Paulo também enviou retardantes de incêndio, drones, cisternas e equipamentos de geração de energia. Segundo o governo estadual, os materiais começaram a ser enviados no domingo, 11 de outubro.
Cenário apontado pelo ministro
Capobianco fez a avaliação após visitar a região de Autazes e falar com jornalistas na Base Aérea de Manaus, no domingo. Segundo o ministro, há pontos de fogo em áreas preservadas e de acesso difícil. Ele também mencionou indícios de ação humana com o objetivo de degradar o bioma no Amazonas.
A fumaça dos incêndios afetava a qualidade do ar na capital. Manaus amanheceu coberta por fumaça e registrou, pelo quinto dia consecutivo, o pior índice de qualidade do ar do Brasil, conforme o indicador IQAir.
O Ministério do Meio Ambiente informou que o Ibama havia extinguido 236 incêndios no estado e ainda atuava em outros 22 focos ativos. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional apontou que pelo menos 36 municípios amazonenses estavam em situação de emergência.
Dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, indicaram 1.380 ocorrências nos dez primeiros dias de outubro, alta de 271% em comparação com as 372 registradas no mesmo período do ano anterior. O painel contabilizou 1.186 ocorrências em áreas públicas e 93 em propriedades privadas. A operação paulista foi iniciada para apoiar o combate aos incêndios e conter a propagação das chamas.
Temas
Linha do tempo
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