Greta Thunberg participa de protestos estudantis na França
Manifestantes pedem mais recursos e melhores condições para escolas; movimento mobiliza estudantes em Paris e outras cidades.
Em resumo
- Greta Thunberg participou de protesto estudantil em Saint-Denis.
- Estudantes reivindicam recursos e melhores condições para as escolas.
- Relatos divergem sobre se o movimento está na terceira ou quarta semana.
Greta Thunberg participou na terça-feira, 13 de outubro, de um protesto estudantil em frente ao Lycée Paul Éluard, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. As manifestações na França reivindicam mais recursos e melhores condições para a educação e já mobilizam estudantes em diferentes cidades do país.
A duração do movimento foi descrita de duas maneiras: um relato o situou na terceira semana, enquanto outro afirmou que os protestos haviam entrado na quarta. As manifestações começaram em setembro, inicialmente em apoio a professores em greve de uma escola parisiense, e se espalharam para outras unidades.
Reivindicações por melhores condições
Os estudantes denunciam falta de professores, salas superlotadas e deterioração das instalações escolares. Os atos incluem passeatas e bloqueios de escolas; em alguns episódios, houve confrontos com a polícia. Também estavam previstas passeatas ao longo do dia.
O ministro da Educação, Edouard Geffray, afirmou que cerca de 200 escolas estavam fechadas. Segundo ele, parte das unidades suspendeu as atividades por precaução, por estar situada nos trajetos das passeatas previstas.
Thunberg disse que os jovens não estão sendo incluídos nas discussões e defendeu mais apoio aos estudantes franceses. “Somos inspirados pelos jovens que estão reivindicando seus direitos básicos”, afirmou a jornalistas. A ativista também declarou que as escolas não recebem o investimento necessário e relacionou as reivindicações estudantis a temas como a crise climática e a injustiça social.
Resposta policial e pressão sobre o governo
A ativista criticou a atuação policial, que se tornou tema de debate durante os protestos. Em diferentes episódios, policiais usaram gás lacrimogêneo e avançaram contra manifestantes. Na semana anterior, o governo suspendeu o uso de granadas de efeito atordoante após um adolescente perder uma das mãos.
Representantes de esquerda criticaram a resposta das forças de segurança. Marine Le Pen e outros políticos desse campo responsabilizaram manifestantes violentos pelos confrontos e destacaram danos a escolas e ferimentos em funcionários e policiais. O governo francês prometeu agir para responder às preocupações dos estudantes, mas enfrenta restrições orçamentárias e preocupações com a dívida pública e o déficit.
A participação na França ocorre após Thunberg ampliar sua atuação para além do ativismo ambiental. A ativista, de 23 anos, afirmou que os jovens devem se mobilizar para defender o próprio futuro.