Ilhan Omar é alvo de busca em investigação migratória nos EUA
Agentes do HSI cumpriram mandado na residência da deputada em Washington; o Departamento de Justiça confirmou investigação federal em andamento.
Em resumo
- Agentes do HSI cumpriram mandado de busca na residência de Ilhan Omar, na região de Washington.
- A investigação federal pode envolver documentos migratórios da deputada, mas o DOJ não detalhou o objeto da apuração.
- A operação ocorreu pouco mais de três semanas antes das eleições de meio de mandato nos EUA.
Autoridades de imigração dos Estados Unidos fizeram uma busca na residência da deputada democrata Ilhan Omar, na região de Washington, na madrugada de segunda-feira, 12 de outubro de 2026. A operação foi realizada pelo HSI, órgão ligado ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), e integra uma investigação federal em andamento. Uma pessoa familiarizada com o caso relacionou a apuração a uma possível fraude migratória envolvendo documentos da parlamentar.
O que se sabe sobre a investigação
Um porta-voz do Departamento de Justiça confirmou que agentes do HSI cumpriram um mandado de busca autorizado pela Justiça. A pasta informou que a ação faz parte de uma investigação federal, mas não detalhou seu objeto.
A suspeita de fraude, portanto, aparece como possível linha investigativa, e não como conclusão oficial divulgada pelo Departamento de Justiça.
Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Donald Trump, afirmou que os departamentos da Justiça e de Segurança Interna conduzem a investigação em conjunto. Ele não apresentou detalhes adicionais. Um representante de Omar não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Operação ocorre antes das eleições
Os republicanos tentarão manter suas maiorias estreitas no Congresso. Omar, uma das principais representantes da ala progressista democrata, concorre à reeleição por um distrito de Minnesota considerado seguro para o partido. Ela venceu a disputa de 2024 por uma margem de 50 pontos percentuais.
As regras do Departamento de Justiça proíbem que promotores e agentes federais programem ações para influenciar eleições ou beneficiar candidatos e partidos. Historicamente, a pasta evita medidas investigativas contra candidatos nos cerca de 60 dias anteriores a uma votação.
O governador de Minnesota, Tim Walz, condenou a ação e acusou Trump de usar o poder presidencial para perseguir adversários políticos antes da votação. A declaração foi publicada nas redes sociais. Omar é uma crítica frequente do presidente e já descreveu a atenção dele sobre si como uma “obsessão doentia e assustadora”. Ela também afirmou que sua família recebeu ameaças de morte, que atribuiu à retórica política hostil.