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13 de outubro de 2026

Economia

Petróleo recua com oferta de diesel russo e mercado avalia acordo

Brent e WTI caíam nesta terça-feira; especialista considera pequeno o volume previsto no entendimento entre Trump e Putin.

Publicado em 3 min de leitura

Em resumo

  • Brent e WTI recuavam na manhã de terça-feira.
  • Especialista avaliou que o volume de diesel não chega a dez dias de consumo dos EUA.
  • Ataques no Golfo e dúvidas sobre a trégua mantêm riscos para o abastecimento.

Os preços do petróleo recuavam nesta terça-feira (13), enquanto operadores avaliavam a possibilidade de maior oferta de diesel russo e os riscos de interrupção no abastecimento do Golfo. Às 4h49, horário de Brasília, o Brent caía US$ 1,42, para US$ 105,20 por barril, e o WTI recuava US$ 1,45, para US$ 92,29. Os dois contratos haviam avançado quase US$ 2 na sessão anterior.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Rússia concordou em fornecer diesel aos mercados globais. O governo norte-americano suspendeu temporariamente as sanções sobre combustíveis russos. A oferta adicional pode aliviar restrições nos mercados de combustíveis, mas o alcance econômico do entendimento foi questionado pelo professor emérito Paulo Filho, da Eceme.

Volume previsto e efeito nos combustíveis

Segundo Paulo Filho, o acordo prevê 4,8 milhões de toneladas de diesel, das quais 300 mil seriam entregues imediatamente e 500 mil estão previstas para novembro. Mesmo supondo que todo o volume fosse destinado aos Estados Unidos, avaliou o especialista, as 300 mil toneladas iniciais equivaleriam a 0,6% do consumo do país em um dia. O total negociado, acrescentou, não chegaria a dez dias de consumo norte-americano.

Paulo Filho atribuiu a alta dos combustíveis nos Estados Unidos principalmente às tensões no Estreito de Hormuz, ao conflito entre Washington e Teerã e à piora da situação no estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, envolvendo houthis e Arábia Saudita. Na avaliação dele, o aumento dos preços contribui para a inflação e para a impopularidade de Trump às vésperas das eleições de meio de mandato.

O professor também afirmou que Rússia e Ucrânia não teriam sido consultadas antes do anúncio de uma trégua para interromper ataques a estruturas de energia. Após o anúncio, segundo ele, instalações energéticas ucranianas foram bombardeadas pela Rússia. Analistas do ING também apontaram ceticismo sobre o cessar-fogo, citando relatos de ataques russos a alvos energéticos ucranianos.

Riscos no Golfo e reação política

As preocupações com a segurança de infraestruturas e rotas marítimas continuavam no radar após ataques houthis ao aeroporto internacional de Riad durante o fim de semana e relatos de ataques a petroleiros perto do Estreito de Ormuz. Tim Waterer, analista-chefe da KCM Trade, afirmou que a oferta russa e fluxos sauditas mais estáveis trazem algum alívio, mas que o mercado segue atento à possibilidade de novos ataques a navios ou oleodutos.

Parlamentares dos dois partidos nos Estados Unidos criticaram o acordo, alegando que ele pode contrariar a lei que proíbe a importação de energia russa até que Moscou encerre sua agressão contra a Ucrânia. Ministros de países da Opep e parceiros da Declaração de Cooperação disseram que fretes e seguros marítimos superaram um terço do valor das mercadorias. Na segunda-feira, o secretário-geral da Opep, Haitham Al Ghais, informou que a projeção de crescimento da demanda mundial por petróleo neste ano caiu de 1,4 milhão para 400 mil barris por dia.

Temas

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  9. Petróleo recua com oferta de diesel russo e mercado avalia acordo (esta matéria)

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